24 de Maio de 2026

NOTÍCIAS
Ciência e Tecnologia - 23/05/2026

Comunidade indígena no Amazonas recebe energia solar mais de 30 anos após chegada de primeiros moradores

Compartilhar:
Foto: Reprodução/Google

Usina fotovoltaica, inaugurada nesta sexta-feira (22), atende cerca de 45 famílias da comunidade Três Unidos, localizada na Área de Proteção Ambiental do Rio Negro.

Mais de três décadas após a chegada dos primeiros moradores, em 1991, a Comunidade Indígena Três Unidos, no interior do Amazonas, passou a contar com energia elétrica contínua, gerada por placas solares. A usina fotovoltaica, inaugurada na sexta-feira (22), atende cerca de 45 famílias da comunidade, localizada na Área de Proteção Ambiental do Rio Negro.

 

O projeto recebeu apoio do Ministério Federal da Alemanha para o Meio Ambiente, por meio da International Climate Initiative (IKI) e da Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ), e foi implementado pela Fundação Amazônia Sustentável (FAS).

 

Segundo a FAS, a usina garante o fornecimento contínuo de energia às famílias da comunidade e deve reduzir o consumo de combustíveis fósseis, com economia estimada em mais de 35 mil litros de diesel por ano. A iniciativa também prevê a redução de aproximadamente 111 toneladas anuais de dióxido de carbono, gás associado ao efeito estufa.Além da instalação da estrutura, o projeto incluiu a capacitação de moradores para acompanhar o funcionamento do sistema. Nove comunitários receberam treinamento para identificar possíveis falhas, auxiliar no monitoramento local e realizar cuidados, como a limpeza das placas solares, para manter a eficiência da geração de energia.

 

Veja também 

 

 

Empresa faz pintinhos nascerem de ovo artificial, mantendo viva esperança de reviver espécies extintas

Embaixadores da União Europeia conhecem iniciativas de inovação e sustentabilidade da UEA

Foto: Reprodução/Google

 

Ao todo, a usina atende 50 casas, seis infraestruturas sociais e seis empreendimentos comunitários. A cerimônia de inauguração foi realizada no Centro Social da comunidade. Durante o evento, crianças indígenas, alunas da escola local, entoaram o Hino Nacional em língua indígena. A programação também contou com apresentações de danças tradicionais e pronunciamentos de representantes da comunidade, da Fundação Amazônia Sustentável (FAS) e da Alemanha.

 

Indígena relata mudanças após chegada da energia

 


Em entrevista ao g1, o tuxaua da comunidade, Waldemir Santana, afirmou que a implantação do sistema trouxe mudanças para o funcionamento da unidade de saúde local. Segundo ele, antes da instalação da usina, atendimentos realizados durante a noite eram prejudicados pela falta de energia elétrica. “À noite não tinha. Chegava um paciente, e como fazer uma sutura? Um senhor de idade precisando tomar um soro. Era um sacrifício, uma luta e uma correria. Hoje não, a unidade de saúde está com energia de qualidade. Consultas on-line? Não tinha como fazer, mas hoje tem. Só tenho a agradecer pelo grande projeto”, disse.

 
Curtiu? Siga o Portal Mulher Amazônica no Facebook, Twitter e no Instagram.
Entre no nosso Grupo de WhatApp e Telegram.

 

A liderança indígena afirmou ainda que o sistema atualmente atende cerca de 70% da demanda da comunidade, enquanto aproximadamente 30% ainda permanecem sem cobertura. De acordo com ele, antes da operação definitiva, foram realizados dois meses de testes para avaliar o funcionamento da estrutura e a distribuição de energia na localidade. 

 

Fonte: com informações G1

DEIXE SEU COMENTÁRIO

Nome:

Email:

Mensagem:

LEIA MAIS
Fique atualizada
Cadastre-se e receba as últimas notícias da Mulher Amazônica

Copyright © 2021-2026. Mulher Amazônica - Todos os direitos reservados.