09 de Junho de 2026

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Meio Ambiente - 09/06/2026

Junho Ambiental 2026: Ipaam reforça orientações sobre supressão vegetal e tratamento de efluentes em Manaus

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Foto: Henrique Almeida/Ipaam

Palestras abordaram instrumentos de gestão ambiental, conformidade legal e proteção dos recursos hídricos

O Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) promoveu, na segunda-feira (08/06), mais uma programação do Junho Ambiental 2026 para a qualificação técnica de profissionais, estudantes e representantes de empreendimentos. As atividades abordaram procedimentos administrativos e exigências legais relacionados às Autorizações de Supressão Vegetal, além da regularização de Estações de Tratamento de Esgoto (ETE) e sua importância para o controle ambiental urbano.

 

As palestras foram realizadas na Universidade Federal do Amazonas (Ufam), na zona leste, e no Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Amazonas (Crea-AM), Centro, reunindo públicos ligados às áreas ambiental, acadêmica e de gestão de empreendimentos. O diretor-presidente do Ipaam, Gustavo Picanço, destacou que a programação busca aproximar a sociedade dos temas relacionados à gestão ambiental e fortalecer a disseminação de informações técnicas.

 

“Estamos promovendo debates importantes sobre procedimentos ambientais que impactam diretamente a rotina de profissionais, empreendimentos e instituições. A troca de conhecimento e a orientação técnica são fundamentais para fortalecer a regularização ambiental e assegurar mais eficiência nos processos”, afirmou.

 

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Primeira palestra

 

 

A programação da manhã reuniu estudantes das áreas de Ciências Agrárias e Biológicas e profissionais que atuam no setor ambiental para discutir procedimentos técnicos e administrativos, relacionados às Autorizações de Supressão Vegetal, conforme as diretrizes estabelecidas pela Resolução Conama nº 510/2025. Durante a atividade, foram apresentadas orientações sobre a correta instrução dos processos ambientais, incluindo a utilização do Sistema Nacional de Controle da Origem dos Produtos Florestais (Sinaflor), a elaboração do Inventário de Fauna e a integração com o Cadastro Ambiental Rural (CAR).

 

A palestra também destacou a importância da conformidade legal, da qualidade técnica dos estudos ambientais e da responsabilidade envolvida nas intervenções sobre a vegetação nativa, buscando fortalecer a atuação profissional e acadêmica dos participantes e promover maior segurança técnica e eficiência processual. Segundo a analista ambiental Liliane Martins Minhós, a atividade buscou ampliar o conhecimento dos participantes sobre os instrumentos utilizados nos processos de regularização ambiental. “Apresentamos orientações sobre supressão vegetal, resgate de fauna e Cadastro Ambiental Rural para que os futuros profissionais compreendam os procedimentos necessários para regularização ambiental e o uso adequado dos recursos naturais”, afirmou.

 

Regularização das ETE

 

Fotos: Henrique Almeida/Ipaam

 

A programação da tarde foi direcionada a síndicos de condomínios e representantes de empresas que atuam com tratamento de efluentes domésticos. A atividade abordou as legislações aplicáveis à regularização das Estações de Tratamento de Esgoto, os procedimentos administrativos necessários e a importância desses sistemas para o controle ambiental urbano. Também foram discutidos temas relacionados à prevenção da poluição dos corpos hídricos, à proteção da saúde pública e à melhoria da qualidade ambiental, especialmente em áreas urbanas com grande concentração populacional.

 

Durante a palestra, foram apresentadas orientações sobre as responsabilidades de empreendimentos, condomínios e prestadores de serviço, com foco na adequação ambiental, no cumprimento das normas vigentes e na adoção de boas práticas para operação, manutenção e monitoramento dos sistemas de tratamento de esgoto. Segundo o gerente de Recursos Hídricos do Ipaam, Daniel Borges Nava, a palestra teve como objetivo orientar engenheiros, consultores, síndicos e responsáveis por empreendimentos sobre os procedimentos necessários para regularização das ETE, incluindo o licenciamento ambiental e o lançamento adequado dos efluentes tratados.

 

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“Muitas pessoas não têm noção do que acontece com a água servida após o uso. Esse efluente precisa passar por tratamento e ser devolvido à natureza dentro dos padrões estabelecidos pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente. Por isso, é importante orientar profissionais e responsáveis pelos empreendimentos sobre os procedimentos de regularização e controle ambiental”, afirmou o gerente. 

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