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Celebridades - 29/12/2021

'É insuportável viver sem democracia', defende Marieta Severo

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Foto: Reprodução

Em participação no ?Altas Horas?, a atriz falou sobre tempo afastada da tv e o exílio durante a repressão

No sábado (25), a atriz Marieta Severo, no ar como Noca, em “Um Lugar ao Sol”, participou do “Altas Horas” e comentou sobre as dificuldades que ela e o então marido, Chico Buarque, enfrentaram ao viver o período da ditadura brasileira, que durou de 1965 a 1984.  

 

Serginho Groisman questiona de um momento em que a atriz citou que não gostaria de fazer televisão. "Era na época da ditadura, essa época terrível que a gente espera que não volte nada semelhante.

 

Existia uma censura e uma impossibilidade de Chico se apresentar na televisão. Eu achava que não era justo eu me apresentar com ele sendo censurado, então, foi por isso”, explicou.

 

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 "Eu estreei no teatro, no cinema e na televisão. Eu comecei nos três. Então, eu fiquei uns dez anos sem fazer televisão e o motivo foi esse. Não foi nenhuma opção profissional. Eu adoro fazer os três. Muitas vezes fiz os três ao mesmo tempo, mas o motivo de eu não ter feito, já que você tocou nisso, foi só esse", contou.


O apresentador então relembrou que em 1968, o AI-5, ato mais duro de toda a ditadura, começou a valer. "Eu tinha acabado de fazer Roda Viva no Rio de Janeiro e estava grávida. Nós saímos do Brasil em janeiro de 1969 para ficar 20 dias e voltar, mas aí teve toda a história, Caetano foi preso, Gil foi preso. A gente recebia muito recado de que se Chico voltasse ele ia ser preso. Eu estava com um barrigão, aí a gente falou que não íamos voltar e Silvinha nasceu na Itália por causa disso", disse.


Severo relembrou também que no período do exílio, ela e Chico Buarque ficaram morando na Itália por mais de um ano e ressaltou a importância da democracia. "Esse período tenebroso que alguns aí clamam de volta, mas eu com a minha experiência, a minha vivência de ter passado por esses períodos todos, eu digo que não tem nada pior. É insuportável você não ter liberdade. É insuportável viver sem democracia", completou.

 

 Marieta aproveitou o momento para desejar um bom Ano Novo e alfinetar quem propaga discursos de ódio. "Que o ano que vai entrar seja o ano em que nós brasileiros possamos lidar com coisas mais alegres, positivas, construtivas, resgatar toda a alegria e positividade que o nosso povo tem. Sem esse discurso tão ruim de violência, de arma, de ódio, de estímulo à briga entre nós. A gente não é assim, não quer ser assim e não seremos assim no ano que vem", terminou.

 

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Presentes no programa também estavam Juliana Paes, Heloísa Périssé, Gkay, Baby do Brasil, Zabelê e Os Barões da Pisadinha. Internautas relembraram que Juliana Paes e Baby do Brasil já fizeram publicações favoráveis ao governo de Jair Bolsonaro, que defende o regime da ditadura. No Twitter, alguns deles comemoraram as falas de Marieta e criticaram as duas artistas.

 

Fonte: Portal iG 

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