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Mulher na Política - 10/09/2023

"Saúde não é só uma política social", diz a ministra Nísia Trindade

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Foto: Reprodução/Correio Braziliense

A 10 dias de embarcar para a Assembleia Geral da ONU, a ministra com o segundo maior orçamento da Esplanada fala ao Correio sobre a viagem, o esforço para bater metas de vacinação e a reconstrução do SUS, "exemplo para o mundo"

Nove meses após tomar posse como ministra da Saúde, Nísia Trindade lidera um ministério em reconstrução. Desde o governo de transição, a primeira mulher a assumir a pasta no Brasil já sabia que encontraria uma estrutura frágil, sem dados integrados, com políticas públicas destruídas e sem capacidade de coordenar ações.

 

"Num país tão desigual como o Brasil, tão diverso, isso é um desastre, porque estados e municípios  e vou falar especificamente do período da pandemia, até porque acompanhei mais de perto  tomaram muitas medidas e ações, mas nem todos têm a mesma condição. Muitos municípios do Brasil estão empobrecidos. E isso faz com que seja muito difícil dar exatamente o que o SUS (Sistema Único de Saúde) pretende, que é esse acesso universal, trabalhando para reduzir as desigualdades, inclusive regionais", diz.

 

O resultado pós-pandemia, resume, é que o "Ministério da Saúde perdeu importância". Recuperar a estrutura frágil, a credibilidade e a confiança da pasta é uma jornada que está em andamento. Apesar disso, o Brasil ainda é visto como modelo de uma política de acesso universal à saúde. Tanto que deve ter protagonismo nas reuniões de cúpula da próxima Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), entre 18 e 25 de setembro, em Nova York.

 

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Nísia acompanhará o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na viagem, participando de três cúpulas relacionadas à saúde: uma é relativa a preparação e resposta para emergências e pandemias; outra, para a eliminação da tuberculose, e mais uma sobre a cobertura universal de saúde.

 

"A pandemia colocou em evidência que não é possível pensar em nenhum tipo de geopolítica, de programas de desenvolvimento, de cooperação internacional, sem levar em conta as grandes questões da saúde."

 

Nesta entrevista ao Correio, a ministra, que é cientista social, mestre em ciências políticas e doutora em sociologia, fala sobre as pautas da reunião, a importância da "diplomacia da saúde" e a batalha para alcançar metas de vacinação no país que tem um programa nacional de imunização há 50 anos e que sempre foi modelo para o mundo.

 

Fotos: Reprodução/Correio Braziliense

 

Além disso, aborda a necessidade de uma nova visão estratégica da saúde. "A saúde não é só uma política social, mas uma política de desenvolvimento. E tem que ser um objetivo não só do Ministério da Saúde, mas do governo e da sociedade um grande pacto pelo SUS, o que significa termos sustentabilidade para essas políticas. Então temos que avançar na questão sanitária, mas temos que também reconhecer que estamos em período de reconstrução", diz.

 
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Sobre as pressões políticas de outros partidos de olho no ministério, ela não polemiza: "Quando o presidente Lula me convidou, eu tinha muita convicção de que eu iria ajudar no processo de reconstrução. Então, é isso que me anima. Se eu puder ajudar nesses quatro anos do mandato do presidente Lula, eu ficaria muito satisfeita com isso. Se ele reavaliar, é uma prerrogativa dele".

 

Também mira no futuro, apostando agora na prevenção. "Cuidar das nossas crianças e dos nossos jovens para que essa qualidade se reflita mais à frente. Acho que essa política será fundamental. Nossa estimativa é que teremos, na segunda metade do século 21, algo em torno de 40% da população idosa. Isso é um contingente muito grande. A hora de cuidar é agora." 

 

Fonte: com informações do Portal Correio Braziliense

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