17 de Maio de 2026

NOTÍCIAS
Ciência e Tecnologia - 30/08/2023

'Superlua Azul' ilumina o céu nesta quarta-feira, 30/08

Compartilhar:
Foto: Reprodução

No dia 30 de agosto ocorrerá a segunda e última superlua do ano. Nesta data, a lua estará maior e mais brilhante, pois estará no perigeu, ponto da órbita de máxima aproximação da Terra. A Superlua de 30 de agosto é também chamada de "Lua Azul” por ser a segunda lua cheia do mês – a primeira ocorreu no dia 1º de agosto.

 

Assim, em 30 de agosto teremos uma "Superlua Azul", que será a superlua mais próxima da Terra este ano.

 

O horário exato do instante da Lua Cheia vai diferir de acordo com o fuso horário. A Lua cheia de 30 de agosto será às 22h35 Hora Legal de Brasília. Para quem está no fuso -4 vai ser às 21h35, no fuso -5 às 20h35 e assim por diante. Mas, para quem está no fuso de -1 a data já muda para 31 de agosto às 0h35 e para os demais fusos (0, +1, +2, etc) a data da “Superlua Azul” será também, então, 31 de agosto.

 

Veja também

 

Mundo está mais perto do que nunca de uma catástrofe nuclear, diz ONU

Com mais de 600 bolsistas formados, FHAJ inicia evento de 15 anos do Programa de Iniciação Científica

Foto: Divulgação

 

Na data da “Superlua Azul”, a lua estará a 357.181 quilômetros da Terra. Destaca-se que, em média, a distância entre a Terra e a Lua é de cerca de 382.900 quilômetros.

 

Conforme explica a Dra. Josina Nascimento, astrônoma do Observatório Nacional – unidade de pesquisa vinculada ao MCTI – os termos "lua azul" e “superlua” não são definições científicas.

 

O termo "superlua", por exemplo, foi criado pelo astrólogo Richard Nolle em 1979. Na revista periódica americana Dell Horoscope, que não existe mais, ele escreveu que receberia o selo “super” uma lua cheia que ocorre com a lua no perigeu ou até 90% próxima desse ponto. Não está claro por que ele escolheu o corte de 90% em sua definição.

 

 

 

Como o termo não é originalmente científico, instituições astronômicas podem divergir sobre a distância da Lua em relação à Terra que caracteriza a superlua.

 

Josina explica que a superlua, que pode ser cheia ou nova, ocorre de uma a seis vezes por ano. No entanto, em alguns casos, a distância Terra-Lua é menor do que em outros. Isso ocorre porque a órbita da lua não é circular, mas sim elíptica.

 

Portanto, em sua trajetória ao redor da Terra, a lua fica ora mais próxima, ora mais afastada. Quando o satélite se encontra no ponto da órbita mais próximo em relação à Terra, está no perigeu. Por outro lado, quando está no ponto da órbita mais afastado da Terra, a lua está no apogeu.

 

 

Fotos: Reprodução

 

“Os observadores poderão notar uma lua mais brilhante do que outras luas. O fenômeno poderá ser visto em todas as regiões do planeta”, destacou Josina.

 

A astrônoma explica que todas as luas cheias nascem no horizonte (a leste), quando o sol se põe (a oeste), e se põem (a oeste) quando o Sol nasce (a leste), portanto é possível ver a Lua durante toda a noite e de qualquer lugar do país.

 

Curtiu? Siga o Portal Mulher Amazônica no FacebookTwitter e no Instagram.

Entre no nosso Grupo de WhatApp e Telegram. 
 

Uma boa hora para observar a superlua é quando ela estiver mais próxima do horizonte, logo após o pôr do sol ou no dia seguinte antes do nascer do Sol. Nessa posição a lua parecerá ainda maior e poderá apresentar belas variações de tonalidade, devido às partículas suspensas na atmosfera.

 

Conforme destacou Josina, “O evento de uma superlua atrai ainda mais os olhares para o céu nos ajudando a divulgar e popularizar a ciência. E, além disso, é um evento que pode ser visto por muitas horas (durante toda a noite), de qualquer lugar do mundo e por qualquer pessoa porque
é visível a olho nu, ou seja, sem o uso de qualquer instrumento.”

 

Fonte: com informações de Josina Nascimento – astrônoma do ON 

DEIXE SEU COMENTÁRIO

Nome:

Email:

Mensagem:

LEIA MAIS
Fique atualizada
Cadastre-se e receba as últimas notícias da Mulher Amazônica

Copyright © 2021-2026. Mulher Amazônica - Todos os direitos reservados.