17 de Maio de 2026

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Geral - 18/05/2024

18 DE MAIO: mobilização nacional contra o abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes - um apelo à intervenção

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Foto: Reprodução/Google

18 de maio: Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes

O dia 18 de maio é um marco na luta pelos direitos humanos de crianças e adolescentes no Brasil. É o 'Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes', uma data que serve para relembrar a sociedade brasileira sobre a importância de se manter vigilante na proteção dos mais jovens.

 

Este dia é uma oportunidade para refletir sobre o papel de cada um de nós na prevenção e no combate a esses crimes hediondos. A exploração sexual e o abuso de crianças e adolescentes são violações graves dos direitos humanos e não podem ser ignorados.

 

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Consequências Emocionais do Abuso e Exploração Sexual

 


O abuso e a exploração sexual de crianças e adolescentes têm consequências devastadoras. Segundo a Organização Mundial da Saúde, dos 204 milhões de crianças com menos de 18 anos, 9,6% sofrem exploração sexual, 22,9% são vítimas de abuso físico e 29,1% têm danos emocionais. As sequelas psicológicas, como baixa autoestima, ansiedade, depressão, raiva, agressão, estresse pós-traumático, dificuldades sexuais, pensamentos suicidas e baixo desempenho escolar, podem ser encontradas em jovens com histórico de violência sexual.

 

Prevenção e Cuidados Familiares

 

Nações Unidas do Brasil

 

A prevenção é uma das formas mais eficazes de combater o abuso e a exploração sexual infantil. As famílias devem estar atentas aos sinais que indiquem que a criança possa ter sido vítima de exploração sexual, como o isolamento social e a hiper sexualização. Além disso, é fundamental que os pais e responsáveis estejam atentos e saibam como proceder para garantir que seus filhos fiquem seguros, especialmente em casa.

 

A comunicação é extremamente importante na prevenção do abuso e exploração sexual infantil.

 

 

Aqui estão algumas dicas sobre como as famílias podem identificar e lidar com essa realidade:

 

- Esteja atento aos sinais: Mudanças repentinas no comportamento, isolamento social, regressão a comportamentos infantis, pesadelos, medo de certos lugares ou pessoas, e comportamento sexualizado podem ser sinais de abuso sexual.

 

- Mantenha a comunicação aberta: Converse com seus filhos sobre seus corpos, o que é apropriado e o que não é. Ensine-os que eles têm o direito de dizer “não” se se sentirem desconfortáveis.

 

- Conheça os amigos e atividades de seus filhos: Esteja ciente de com quem seus filhos estão passando o tempo e o que estão fazendo. Isso pode ajudar a identificar situações potencialmente perigosas.

 

- Ensine sobre segurança online: Com a crescente digitalização, é importante ensinar as crianças sobre os perigos online, como compartilhamento de informações pessoais, sexting e cyberbullying.

 

- Procure ajuda profissional se necessário: Se você suspeitar de abuso, é importante procurar ajuda de profissionais, como conselheiros ou a polícia. Eles podem fornecer orientação e tomar as medidas necessárias para proteger a criança.

 

Lembre-se, o mais importante é que a criança se sinta segura e apoiada. A prevenção e a intervenção precoce podem fazer uma grande diferença na vida de uma criança que pode estar enfrentando abuso.

 

Índices de Abuso no Brasil e Amazonas

 

 

 

No Brasil, foram notificados 202.948 casos de violência sexual contra crianças e adolescentes de 2015 a 2021. No Amazonas, foram registradas 1.855 notificações de abuso sexual infantil em 2022.

 

O Brasil registrou um aumento alarmante de 77% nas denúncias de imagens de abuso e exploração sexual infantil na internet em 2023. Este aumento é atribuído a três fatores principais:

 

- Introdução da Inteligência Artificial (IA) generativa: A IA generativa é usada para criar esse tipo de conteúdo, o que pode ter contribuído para o aumento das denúncias.

 

- Proliferação da venda de packs: Packs são pacotes com imagens de nudez e sexo autogeradas por adolescentes.

 

- Demissões em massa nas big techs: As demissões em massa anunciadas pelas grandes empresas de tecnologia atingiram as equipes de segurança, integridade e moderação de conteúdo de algumas plataformas.

 

Para proteger crianças e adolescentes desses crimes, aqui estão algumas medidas que podem ser tomadas:

 

 

 

- Educar sobre segurança na internet: É importante conversar com crianças e adolescentes sobre os perigos da internet, incluindo o abuso sexual online.

 

- Monitorar o uso da internet: Os pais e responsáveis devem estar cientes das plataformas e aplicativos que seus filhos usam, e devem monitorar suas atividades online.

 

- Usar ferramentas de controle parental: As ferramentas de controle parental podem ajudar a limitar o acesso a conteúdo inapropriado e a monitorar a atividade online.

 

- Promover a denúncia: Encorajar crianças e adolescentes a denunciar qualquer comportamento suspeito ou inapropriado que encontrem online.

 

Essas medidas podem ajudar a criar um ambiente online mais seguro para crianças e adolescentes.

 

O estado do Amazonas

 

 

O governo do Amazonas tem tomado várias medidas para combater a pornografia infanto-juvenil online. Aqui estão algumas das ações:

 

- Operações da Polícia Federal: A Polícia Federal tem deflagrado várias operações para reprimir crimes de estupro de vulnerável, produção e armazenamento de material contendo pornografia infanto-juvenil. Por exemplo, a Operação Ante Natus e a Operação Rapina foram realizadas com o objetivo de combater esses crimes.

 

- Ações de combate à violência sexual: O Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc), realizou cerca de 100 palestras em escolas do estado em 2023 para informar e prevenir violações desses direitos. Ao todo, 73 casos de violência infanto-juvenil foram identificados nas ações.

 

- Educação e conscientização: As palestras, realizadas por equipes psicossociais, visam garantir os direitos declarados no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), entre eles o combate e conscientização sobre a violência.

 

- Encaminhamento para a rede de proteção: As denúncias ocorreram, principalmente, após conhecimento dos tipos de violências, onde crianças e adolescentes foram atendidos e encaminhados para rede de proteção.

 

Essas ações demonstram o compromisso do estado do Amazonas em proteger crianças e adolescentes contra a pornografia infanto-juvenil online.

 

Nas ações, as denúncias ocorreram, principalmente, após conhecimento dos tipos de violências, onde crianças e adolescentes foram atendidos e encaminhados para rede de proteção.

 

Além disso, a Secretaria de Educação e a Sejusc planejaram ações de combate ao abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes como parte da campanha “Faça Bonito”, realizada nacionalmente durante o mês de maio.

 

As equipes técnicas das duas secretarias definiram o quantitativo de 20 escolas estaduais que serão contempladas com palestras, oficinas e rodas de conversa sobre identificação de situações de violência, amparo às vítimas e estímulo a um ambiente escolar seguro para o desenvolvimento de redes de apoio.

 

Exemplos Internacionais de Combate ao Abuso e Exploração Sexual

 

 

Países como o Reino Unido, Suécia, Canadá, Austrália, Estados Unidos, Alemanha, Coreia do Sul, Itália, França e Japão têm se destacado no combate ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes.

 

Esses países têm implementado várias medidas para combater o abuso e a exploração sexual de crianças e adolescentes. Aqui estão alguns exemplos:

 

- Reino Unido, Austrália e Estados Unidos: Esses países formaram um pacto de segurança chamado AUKUS. Embora o foco principal seja a segurança militar, o acordo também inclui áreas como inteligência artificial, tecnologia quântica e cibersegurança. Essas tecnologias podem ser usadas para detectar e prevenir o abuso e a exploração sexual online.

 

- Canadá: O Canadá faz parte da aliança de compartilhamento de inteligência Five Eyes, que também inclui os EUA, o Reino Unido, a Austrália e a Nova Zelândia. Esta aliança compartilha informações de inteligência para combater várias formas de crime, incluindo o abuso e a exploração sexual de crianças.

 

 

- Alemanha, Itália, França e outros países europeus: Esses países têm leis rigorosas e sistemas de justiça eficazes para lidar com o abuso e a exploração sexual de crianças. Eles também têm programas de educação e conscientização para prevenir esses crimes.

 

- Japão e Coreia do Sul: Esses países têm leis rigorosas contra o abuso e a exploração sexual de crianças e adolescentes. Eles também têm programas de educação e conscientização para prevenir esses crimes.

 

Esses são apenas alguns exemplos das medidas que esses países estão tomando. É importante notar que a luta contra o abuso e a exploração sexual de crianças e adolescentes requer um esforço global. Todos os países devem trabalhar juntos para proteger as crianças e adolescentes e garantir que eles cresçam em um ambiente seguro e saudável.

 

Políticas Públicas Eficazes

 

Fotos: Reprodução/Google

 

No Brasil, o Plano Nacional de Enfrentamento da Violência contra Crianças e Adolescentes, instituído pelo Decreto nº 10.701, de 17 de maio de 2021, tem demandado um intenso diálogo e articulação com os atores e parceiros governamentais e da sociedade civil. Além disso, o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania lançou 12 novas ações de enfrentamento às violências sexuais contra crianças e adolescentes.

 

A luta contra o abuso e a exploração sexual de crianças e adolescentes é uma responsabilidade de todos nós. Vamos juntos proteger nossas crianças e adolescentes e criar um futuro mais seguro para eles.

 

Em conclusão, é importante ressaltar o papel crucial que organizações como o Portal Mulher Amazônica e o Ela Podcast desempenham na luta contra o abuso e a exploração sexual de crianças e adolescentes. Essas plataformas continuam a ser uma voz forte na denúncia desses crimes hediondos e na defesa dos direitos das nossas crianças.

 

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Através da conscientização, educação e ação, todos nós podemos fazer a diferença na vida de uma criança. Vamos continuar a luta para proteger nossas crianças e garantir um futuro seguro para elas.

 

Juntos, podemos fazer a diferença.

 

Fonte: Portal Mulher Amazônica

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