17 de Maio de 2026

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Esporte - 24/11/2022

90 minutos de trégua: 214 milhões em ação, pra frente Brasil, salve a Seleção!

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Foto: Reprodução

Um país rachado como nunca e a Canarinho estreando na Copa. Por um par de horas, bem que poderíamos retomar boas lembranças e resgatar símbolos nacionais. Se você não quiser, tudo bem

 Quem escreve sabe que receberá críticas pela “ingenuidade” e elogios pela “humanidade”. Não importa. O título traz o trecho de uma música imortalizada pela seleção brasileira tricampeã mundial no México, em 1970, num país àquela altura mergulhado numa ditadura e sob uma repressão brutal. Os versos foram usados pelos militares, eram a melodia que sufocava os gritos dos torturados.

 

O Tri de 1970 ficou marcado na história e a Ditadura Militar com seus horrores também.

 

Décadas passaram, veio o Tetra nos EUA, em 1994, e o Penta no Japão e na Coreia, em 2002. Hoje, 24 de outubro de 2022, recomeça a saga em busca do Hexa, no Catar. Só que a atmosfera é muito, mas muito diferente.

 

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Um país rachado que acaba de sair da eleição mais disputada de sua história, com extremistas usando táticas terroristas para tentar alavancar um golpe de Estado de um lado, e um novo governo eleito promovendo uma virada de página do outro. A canarinho, camisa icônica amarela que há décadas tornou-se uma espécie de ex-libris do Brasil, foi sequestrada pela matilha odienta que venera Jair Bolsonaro (PL). Os milhões de brasileiros que abominam o funesto líder de extrema direita passaram a sentir verdadeira repulsa do uniforme, imediatamente associado ao ódio, ao autoritarismo e à insanidade violenta de seus novos utilizadores.

 

 

Milhões de brasileiros que se enojam com Bolsonaro não torcerão pelo Brasil neste Mundial. A imagem de Neymar, o principal jogador do país, está indissociavelmente ligada ao projetinho de ditador que foi derrotado nas urnas. Outros milhões que também abominam o futuro ex-presidente torcerão pelo Hexa, pois muitos entendem que Neymar não é sinônimo de Brasil e há muitos outros jogadores que representam um pensamento contra o ódio e com bandeiras progressistas, como Richarlison, além de Everton Ribeiro, que, embora adote postura discreta, sempre deixou escapar sua postura crítica ao bolsonarismo.

 

Fotos: Reprodução

 

Seja lá como for, uma espécie de trégua entrará em campo nesta noite em todo o país. Só que uma trégua que muita gente não respeitará. Ainda assim, é uma trégua.

 
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Bolsonaro está vencido, será expurgado do Palácio do Planalto em 1° de janeiro e sua corja cada dia mais está marginalizada. Penso ser a hora de recuperarmos as boas recordações de outros mundiais, olharmos para frente e, sobretudo, reavermos aquilo que sempre foi do povo brasileiro: o futebol, a seleção e a camisa canarinho.

 

O Brasil é muito maior que Bolsonaro e ele precisa ser colocado em sua perpétua insignificância daqui para frente.

 

Fonte: Com informações da Revista Fórum

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