A época em que os EUA prenderam mulheres por puro preconceito na 1ª Guerra Mundial
Em meados de 1912, os Estados Unidos começaram a enfrentar sério problemas com doenças sexualmente transmissíveis. As ISTs mais comuns eram a sífilis e a gonorreia, que acompanhavam cerca de 15% dos soldados, sendo a gonorreia a principal causa de cegueira infantil e infertilidade em homens e mulheres.
Visando salvar a população dos horrores das doenças, em 1918, o governo americano homologou a lei federal Chamberlain-Khan Bill, que permitia que as autoridades detivessem qualquer mulher que suspeitassem estar infectada. E uma vez que elas fossem encarceradas, não poderiam sair mais.
Nem todas as mulheres foram alvo da lei, claro, apenas aquelas que habitavam as comunidades negras, asiáticas e latinas; e que estavam em situação de vulnerabilidade, como as solteiras e desempregadas.
Veja também

Morre a escritora Lygia Fagundes Telles aos 98 anos
Entenda o que é afasia, condição diagnosticada no ator Bruce Willis
.jpg)
A polícia fazia um "pente fino" pela periferia procurando qualquer comportamento que julgassem "suspeito", como uma roupa mais curta. Não havia métodos científicos envolvidos, tanto antes quanto depois da prisão. Tudo era baseado em misoginia e preconceito.
.jpg)
Essas mulheres oriundas de cenários de minorias foram presas em centros de detenção, onde até foram estupradas apesar de estarem supostamente infectadas, submetidas a torturas e esquecidas pelo governo americano.
.jpg)
Fotos: Reprodução
A lei começou a entrar em declínio no final da Segunda Guerra Mundial, quando começou a se deteriorar, se desfazendo principalmente com os movimentos civis e feministas da década de 1970.
Fonte: Portal On Jornal
Copyright © 2021-2026. Mulher Amazônica - Todos os direitos reservados.