O artigo traz dados de uma pesquisa exclusivo e referência no Brasil, que revela números sobre agressão em relações conjugais e relacionamentos abusivos e violento
Quando criei a Rede Mulher Empreendedora, há mais de 11 anos, meu principal objetivo era compartilhar informações e dicas sobre o mundo empreendedor, um ambiente predominantemente masculino e que não considerava importantes particularidades que apenas as mulheres enfrentavam no dia a dia do negócio.
Tempos depois, com uma Rede mais estruturada e promovendo capacitações técnicas e comportamentais por todo o Brasil, principalmente para um público carente e em vulnerabilidade social, percebi que o empreendedorismo não era apenas uma atividade econômica alternativa para milhares de mulheres, era também a porta de saída e salvação para muitas brasileiras vítimas da violência doméstica.
Essa percepção, que sempre me motivou a seguir adiante, foi confirmada recentemente, na edição deste ano da pesquisa promovida pelo Instituto Rede Mulher Empreendedora.
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O estudo, exclusivo e referência no Brasil, revela que 34% das mulheres ouvidas pela pesquisa já sofreram algum tipo de agressão em relações conjugais. O estudo também aponta que, ao empreender, 48% delas conseguiram sair desses relacionamentos abusivos e violentos.
Embora agora, respaldadas por números comprovados, possamos afirmar que a independência financeira auxilia muitas mulheres a se libertar de relações tóxicas, sempre acreditei que o empreendedorismo feminino ia muito além da geração de renda.

Fotos: Reprodução
Aliás, mesmo empreendedoras que nunca passaram por alguma violência física ou psicológica associam a relação da independência financeira com a independência pessoal e de decisões.
A pesquisa do Instituto Rede Mulher Empreendedora mostra que 81% das mulheres consultadas concordam que empreendedoras que são donas do próprio dinheiro têm mais autonomia na vida e, por isso, são mais independentes em suas relações.
Mesmo com essa autoconfiança e independência, ainda há muito a se fazer. Quando falamos de empreendedorismo feminino e de geração de renda, falamos também em ciclos de melhoria social e de reinvestimento econômico dentro da família e de comunidades.
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Afinal, a mulher quando melhora suas condições, principalmente financeira, investe mais na educação dos filhos, apoia sua comunidade e assiste seus familiares. Além disso, a mulher cria um círculo positivo contratando outras mulheres que vão reagir a essa melhora da mesma forma, potencializando mais pessoas.
Fonte: Valor invest
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