O presidente da República, Jair Bolsonaro, e o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, em anúncio sobre autorização para primeira agência da Caixa em Fernando de Noronha
A revelação de que o Ministério Público Federal (MPF) investiga denúncias de assédio sexual contra o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, causou impacto nos aliados de Jair Bolsonaro (PL). O caso foi publicado na terça-feira, 28, pelo site Metrópoles.
O blog de Andréia Sadi apurou que as alas política e econômica concordam que será difícil manter Pedro Guimarães como presidente da Caixa em meio ao escândalo e que ele precisa sair do cargo. Já pessoas mais próximas a Guimarães quer que ele seja afastado e se explique.
O QG da reeleição, em especial, quer a demissão de Guimarães por um motivo: apesar de a equipe acreditar que o caso não tem poder de contaminar o eleitor que já vota em Bolsonaro, pode dar margem ao presidente para sair em defesa dele com declarações que – aí sim – causariam um desgaste eleitoral.
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A equipe que cuida da campanha repete que não há mais espaço para errar no discurso – principalmente entre setores que rejeitam Bolsonaro, como o eleitorado feminino.
Pedro Guimarães é muito identificado com Bolsonaro e apoiador de primeira hora do presidente – ele, inclusive, chegou a ser cotado e trabalhou para ser seu vice.

Apesar de ser presidente da Caixa, Guimarães usou o tempo à frente do banco para fazer uma carreira política. Ele, com frequência, está ao lado de Bolsonaro em eventos públicos e até mesmo discursa em algumas ocasiões.
Ainda sob impacto do caso do ex-ministro Milton Ribeiro, que foi defendido por Bolsonaro – que disse que colocaria a cara no fogo por ele –, aliados temem e não querem dar margem para que o presidente faça o mesmo por Guimarães. Por isso, defendem rapidez na saída do presidente da Caixa.
Investigação
Fotos: Reprodução
Há pelo menos ha alguns meses assessores do presidente tem ciência de relatos de assédio contra Guimarães. O blog ouviu, sob a condição de anonimato, duas mulheres que foram alvo de assedio de Guimarães, além de fontes do Ministério Público – todas confirmando a investigação.
Essas vítimas relatam que pelo menos 12 mulheres teriam sido alvo de assédio sexual por parte de Guimarães e que outras ainda querem se juntar as denunciantes – não o fizeram antes por medo do presidente da Caixa, a quem classificam como alguém de “perfil ameaçador“.
Sobre assédio moral, as funcionárias do banco relatam ao blog que "virou a forma de gestão da Caixa". Há relatos de café jogado nas pessoas, palavras de baixo calão dirigida a mulheres – e de cunho sexual, inclusive – durante reuniões do conselho do banco. De acordo com o relato delas, Guimarães não deixava ninguém entrar com celular na sua sala, além de ter mixador de voz e detector de metais para evitar gravações.
Fonte: Portal G1
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