02 de Maio de 2026

NOTÍCIAS
Política - 02/05/2026

Após barrar Messias no STF, Senado terá 27 nomes de Lula para analisar em 2026

Compartilhar:
Foto: Luma Venâncio/IstoÉ

Governo precisa de aprovação do Senado para preencher diretorias de agências, BC, Cade e CVM sem demora

O governo de Luiz Inácio Lula da Silva tem a oportunidade de indicar neste ano até 27 nomes para as diretorias de agências reguladoras, Banco Central, Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Todas essas indicações cruciais precisam da aprovação do Senado Federal, um processo que já demonstra sinais de possíveis entraves.

 

Após a rejeição do nome indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Supremo Tribunal Federal (STF), um episódio que movimentou o cenário político e teve desdobramentos, como evidenciado por declarações do coordenador do Prerrogativas sobre atuações políticas no Senado para barrar indicados, os órgãos de controle, regulação e antitruste podem enfrentar dificuldades para ter suas diretorias completas, considerando o encerramento de diversos mandatos ainda neste ano. Em alguns casos, interinos já ocupam posições; em outros, as cadeiras estão vazias.

 

O que aconteceu

 

Vagas em agências reguladoras: Governo Lula pode indicar até 27 nomes para diretorias de órgãos cruciais como Banco Central, Cade e CVM.
Aprovação do Senado: Todas as nomeações dependem de sabatina e aprovação do Senado Federal, o que pode gerar atrasos. Histórico de rejeição: A recente não aprovação de um nome para o STF e as eleições de outubro elevam o risco de paralisação nas nomeações.
Assim como ocorre com o Supremo, as indicações para essas autarquias são prerrogativas do presidente da República. Contudo, os nomes propostos precisam passar por um rigoroso processo de sabatina e posterior aprovação pelo Senado Federal para serem confirmados.

 

Veja também

 

Messias vai encontrar Lula antes decidir se continua na AGU

Estamos trabalhando para este ser o último 1º de maio com escala 6x1, diz Boulos

 

Cenário desafiador para as nomeações

 

 

No Banco Central, por exemplo, são duas cadeiras que aguardam novos titulares. Atualmente, a diretoria de Política Econômica da autoridade monetária está sendo acumulada interinamente por Paulo Picchetti, que já ocupa a diretoria de Assuntos Internacionais e de Gestão de Riscos Corporativos. De forma semelhante, Gilneu Vivan, diretor de Regulação, também está respondendo pela diretoria de Organização do Sistema Financeiro.

 

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) também aguarda a oficialização de nomes. O órgão antitruste é formado por seis conselheiros e um presidente. Desde 12 de abril, a entidade opera com apenas quatro conselheiros, com Diogo Thomson atuando como presidente interino. Há, portanto, três cadeiras vagas, sendo duas de conselheiro e uma de presidente titular. Apesar disso, o mandato provisório não deverá gerar paralisia imediata, uma vez que o quórum mínimo de instalação para as sessões do tribunal é de quatro conselheiros, e o quórum de julgamento é de três.

 

Para a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o presidente Lula já indicou Otto Lobo para a presidência, que agora aguarda sabatina na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). Além da presidência, a reguladora do mercado de capitais tem mais duas cadeiras vagas em sua diretoria.

 

Quais as principais instituições com cadeiras vagas?

 

Fotos: Reprodução/Google

 

No caso das agências reguladoras, em tese, Lula ainda poderá indicar até 19 nomes para os mandatos que se encerram neste ano. Se o histórico das últimas aprovações for considerado, há uma possibilidade considerável de demora e prolongamento das confirmações no Senado, especialmente porque as cúpulas das reguladoras frequentemente geram interesses de parlamentares, que buscam influenciar as indicações.

 

Curtiu? Siga o Portal Mulher Amazônica no FacebookTwitter e no Instagram
Entre no nosso Grupo de WhatApp e Telegram.
 

Na última leva de aprovações, houve um misto de nomes do governo e de indicados defendidos por senadores. No entanto, a nova leva de nomeações sequer foi enviada formalmente ao Congresso até o momento. Com as eleições municipais se aproximando em outubro, a expectativa é que boa parte das diretorias continue com nomes interinos ou permaneça com vacância, postergando a estabilização desses importantes órgãos.

 

Fonte: com informações da Revista IstoÉ  

DEIXE SEU COMENTÁRIO

Nome:

Email:

Mensagem:

LEIA MAIS
Fique atualizada
Cadastre-se e receba as últimas notícias da Mulher Amazônica

Copyright © 2021-2026. Mulher Amazônica - Todos os direitos reservados.