18 de Maio de 2026

NOTÍCIAS
Celebridades - 17/06/2022

Após vencer batalha judicial contra Maiara e Maraisa por uso do nome 'As Patroas', banda baiana tem perfil suspenso em rede social

Compartilhar:
Foto: Reprodução

Pessoas que dizem ser fãs da dupla goiana afirmaram que fariam mutirão para denunciar perfil do grupo baiano como falso.

A banda baiana 'A Patroa' teve o perfil no Instagram derrubado após vencer a decisão judicial que proíbe uso da marca 'As Patroas' por Maiara e Maraísa. A conta do grupo foi banida nesta sexta-feira (17), após ação coordenada de denúncias feita por pessoas que dizem fãs da dupla sertaneja.

 

A vocalista Daisy Soares contou ao g1 que a banda recebeu diversas ameaças e mensagens de ódio nas redes sociais. Em uma delas, uma mulher avisa que irá 'derrubar' o perfil.

 

"Vamos fazer um mutirão para banir a conta dela e mostrar quem é que manda aqui", escreveu a mulher.

 

Veja também

 

Bianca Andrade sobre puerpério: 'Não me reconhecia mais como mulher'

Cleo Pires conta experiência de escrever livro sobre relacionamentos tóxicos: 'Revivendo coisas'

 

 

Para Daisy, a suspensão do perfil é uma injustiça. Elas alegam que perderam a conta por terem menos visibilidade.

 

"É o nosso meio de comunicação com nosso público, até para explicar a situação que está acontecendo. Fomos calados à força, o que é injusto. Nós perdemos a conta porque temos menos visibilidade, menos recursos", afirma.

 

Para denunciar uma conta no Instagram, o usuário precisa optar entre os três motivos fornecidos pela empresa: publicação de conteúdo que não deveria estar na rede social, usuário menor de 13 anos ou usuário que finge ser uma outra pessoa. Para Daisy, na ação coordenada de pessoas que dizem ser fãs de Maiara e Maraisa, o perfil da banda foi denunciado como se fingisse ser outra pessoa.

 

A cantora explicou que já entrou em contato com a rede social e mandou as provas necessárias para esclarecer que não é uma fraude da dupla sertaneja, mas sim uma outra banda.

 

A rede social enviou uma mensagem para a cantora informando que as informações serão analisadas e a conta poderá ser reestabelecida em 24 horas.

 

Para Daisy, toda a situação poderia ter sido evitada. Ela conta que a banda 'A Patroa' procurou a empresa que cuida da carreira das sertanejas quando soube que elas usariam a marca 'As Patroas', em 2020. Na época, o escritório afirmou que o nome seria usado em uma festa, e que por isso não haveriam problemas no registro.

 

Daisy também contou que dias antes de morrer em um acidente de avião, o advogado de Marília Mendonça entrou em contato com a banda para tentar um acordo. A artista teria tomado conhecimento da situação e ficado preocupada com o conflito de interesse do nome. Com a morte da cantora, o acordo não foi para a frente.

 

Mudança de nome de disco

 

 

Maiara e Maraisa mudaram o nome de um álbum que elas têm com Marília Mendonça. Antes, o nome era "Patroas 35%". Após Justiça da Bahia proibi-las de usar a marca, elas alteraram para "Festa das Patroas 35%". Em um post nas redes sociais, Maraisa compartilhou um print da nova marca.

 

Em nota, a assessoria da dupla informou que, em relação ao processo envolvendo a marca, o caso está sendo cuidado juridicamente da "melhor maneira". Além disso, a nota informou que "historicamente, as três artistas já escreveram seus nomes".

 

'As Patroas'

 

Fotos: Reprodução

 

Marília, Maiara e Maraisa tinham lançado o projeto “As Patroas” em outubro e saíram em uma turnê em 2022 para contar a história da amizade entre elas, que teve início quando ainda se dedicavam apenas às composições. O sonho foi interrompido após um acidente de avião causar a morte da rainha da sofrência.

 

O álbum concorreu a premiação do Grammy Latino como Melhor Álbum de Música Sertaneja. Na época, logo após a morte da amiga, as irmãs decidiram não ir à premiação.

 

O projeto também ganhou destaque internacional e estampou um telão na Times Square, em Nova Iorque.

 

Proibição

 

A Justiça da Bahia proibiu as cantoras Maiara e Maraísa e o escritório WorkShow, que cuida da carreira das cantoras sertanejas, de usar a marca “A Patroa”, seja no singular ou plural, em qualquer produto comercializado e publicidades físicas ou pela internet.

 

A decisão aconteceu após a cantora baiana Daisy Soares ter sido reconhecida como proprietária da marca. O juiz determinou o pagamento de uma multa no valor de R$ 100 mil em caso de descumprimento da decisão. A dupla e o escritório ganharam o prazo de 15 dias para se defender na Justiça.

 

Após a exposição da situação, Daisy disse que tem sido vítima de ataques na internet. Em entrevista ao g1 Bahia, na terça-feira (14), a artista relatou o que tem sofrido nos últimos dias.

 
Curtiu? Siga o Portal Mulher Amazônica no FacebookTwitter e no Instagram.
Entre no nosso Grupo de WhatApp e Telegram.

 

"As mensagens privadas são as mais ofensivas. Tem xenofobia, me chamam de nordestina desgraçada, dizem 'tinha que ser do Nordeste' em um tom pejorativo, além de falarem para eu desistir desse nome e entregar a marca", disse ao g1. 

 

Fonte: Portal G1

DEIXE SEU COMENTÁRIO

Nome:

Email:

Mensagem:

LEIA MAIS
Fique atualizada
Cadastre-se e receba as últimas notícias da Mulher Amazônica

Copyright © 2021-2026. Mulher Amazônica - Todos os direitos reservados.