Tribunal quer saber impacto nas finanças do país em 2022 e 2023, além de explicações sobre as fontes de financiamento da PEC que prevê aumento no Auxílio Brasil
Técnicos do Tribunal de Contas da União (TCU) solicitaram explicações ao Ministério da Economia sobre gastos com a PEC das Bondades, que reajusta o Auxílio Brasil e cria um voucher para caminhoneiros. O pedido está na mesa do ministro do TCU Aroldo Cedraz, que deve dar o aval para as diligências.
A área técnica acatou um pedido do subprocurador do Ministério Público junto ao TCU, Lucas Furtado, que entende haver inconsistências na proposta aprovada pelo Congresso Nacional e questiona a legalidade das mudanças em pleno ano eleitoral.
Para os técnicos do Tribunal, a promessa de zerar a fila do Auxílio Brasil poderá impactar o orçamento de 2023. A equipe do TCU ressalta a falta de informação no texto da proposta sobre o custeio da despesa de R$ 41,2 bilhões prevista no pacote de Bondades.
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"Não há qualquer informação no corpo da PEC em relação ao custeio das despesas criadas, no valor de R$ 41,25 bilhões de acordo art. 3º da PEC 1/2022. No entanto, no Relatório do Senador Fernando Bezerra Coelho, no item referente à análise da proposta, há a afirmação de que, para acompanhar o aumento extraordinário da despesa, devem ser tomadas medidas que gerem o aumento extraordinário de receitas e não aumentem a carga tributária, afirmando, inclusive, que o Governo já contava com o pagamento pela Eletrobrás de outorga de R$ 26 bilhões", diz o documento.
O parecer lembra da justificativa dada pelos governistas que o aumento na receita registrada nos últimos meses é um sinal verde para o aumento das despesas. A equipe do tribunal ressalta que os números positivos foram conquistados com o aumento da inflação e não por mérito do governo.
"Importante observar que, do ponto de vista econômico, a melhora apresentada no resultado fiscal se deveu, entre outros fatores, à inflação que gerou aumento da arrecadação não acompanhado pelo aumento da despesa, pois essa estava restrita aos limites estabelecidos pelo Teto de Gastos", aponta.
Fonte: Portal iG
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