Globo pode ser alvo de decisão da Justiça envolvendo caso Marcius Melhem
As denúncias de assédio sexual contra Marcius Melhem podem respingar na Globo. A empresa está sendo investigada na esfera trabalhista após relatos de funcionários sobre queixas a respeito do comportamento do ex-diretor e da forma como a emissora teria gerido a crise.
Os depoimentos que podem comprometer a Globo são de atrizes de programas extintos da casa, o Tá no Ar e o Zorra, e eles mostram que Melhem contesta e nega que tenha praticado os crimes, segundo a Folha de S. Paulo.
Ao todo, treze funcionários, entre atrizes e roteiristas do núcleo de comédia, estiveram na denúncia coletiva que deu origem à investigação do Ministério Público do Trabalho do Rio de Janeiro.
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Das 13 pessoas da denúncia coletiva, oito são autoras de denúncias contra Marcius Melhem ainda analisadas na esfera criminal, pelo MP Do Rio e pela Delegacia de Atendimento à Mulher. A identidade delas é mantida em sigilo.
Entre as datas dos depoimentos, a exposição das denúncias, inclusive aquela relata por Dani Calabresa, a Globo teria minimizado a relevância das queixas, segundo a revista Piauí.
Decisão da Globo sobre Marcius Melhem
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Foto: Reprodução
Em agosto de 2020, o canal carioca informou em nota que a saída de Melhem favia ocorrido “em comum acordo”. A promotora Gabriela Manssur explanou que, “de uma forma geral”, denúncias como as que surgiram contra o humorista podem render.
“O promotor que pegar o caso vai capitular de acordo com o conhecimento dele. Em tese, podemos ter [imputação de] importunação sexual, estupro, assédio sexual no trabalho”, listou.
“Há várias situações que devem ser analisadas pelo promotor do caso de acordo com as provas produzidas e de acordo com o conhecimento dele”, argumentou.
A promotora salientou que “todas as empresas que não colaboram ou que se omitem em uma situação trabalhista podem ser responsabilizadas, não criminalmente, mas civilmente e do ponto de vista do direito do trabalho”.
Manssur destacou a importância da “responsabilidade social” por parte da empresa: “Seja uma televisão ou uma empresa de cosmético, quando há uma violência contra a mulher, ela tem a obrigação e a responsabilidade de combater [o ato ou crime] e acolher essas vítimas, tomando as providências cabíveis”.
Fonte: Portal Terra
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