São mais de 15 mil famílias beneficiadas nas áreas ao longo da BR-319 e bacias do Purus e Madeira como as Reservas de Desenvolvimento Sustentável (RDSs) do Juma e rio Madeira
O estudo acadêmico “Remuneração individual por desempenho coletivo: Evidências do desmatamento no Brasil” aponta que o programa Bolsa Verde amenizou o desmatamento nas áreas de proteção perto da rodovia BR-319, que liga Manaus a Porto Velho (RO).
O artigo, publicado na revista científica Journal of Environmental Economics and Management, diz que nas áreas dos beneficiários do programa houve redução de 30% do desmatamento na Amazônia. Foram analisadas 317 áreas em toda a região com cerca de 21 mil famílias que recebem R$ 600 por trimestre sob a condição coletiva de manter a cobertura vegetal acima de 80%.
São mais de 15 mil famílias beneficiadas nas áreas ao longo da BR-319 e bacias do Purus e Madeira como as Reservas de Desenvolvimento Sustentável (RDSs) do Juma e rio Madeira. Elas foram monitoradas na fase ativa do programa até 2015. “As áreas reservas do Igapó-Açu, Rio Amapá e Lago do Capanã Grande formam uma ‘barreira verde’ que protege o coração do Amazonas contra o avanço da fronteira agrícola que sobe de Rondônia pelo eixo da BR-319”, diz o estudo.
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Foto: Reprodução/Google
Igapó-Açu – localizada diretamente no traçado da BR-319, é uma das áreas de maior relevância para o programa. O estudo destaca que áreas como esta, sob alta pressão de infraestrutura, viram no Bolsa Verde um complemento à fiscalização formal, que é escassa na região. Lago do Capanã Grande – Esta reserva extrativista é um dos casos emblemáticos onde o Bolsa Verde foi implementado para alinhar o combate à pobreza extrema com a conservação ambiental.
Nascentes do Lago Jari: Situado no interflúvio Purus-Madeira (norte da BR-319), esse parque nacional é citado como uma área de difícil acesso onde o monitoramento por satélite é complementado pela vigilância dos beneficiários do programa. Rio Amapá – Parte do complexo de áreas protegidas no sul do Amazonas, onde famílias beneficiárias assumiram o compromisso de desmatamento zero em troca do subsídio trimestral.
Desmatamento
Em áreas próximas à BR-319, o Bolsa Verde teve efeitos específicos como a redução de grandes polígonos do desmatamento. Segundo a pesquisa, o programa foi eficaz em desencorajar o desmatamento de grande escala (limpezas de terra maiores), que geralmente são provocadas por agentes externos que utilizam a BR-319 para acesso ilegal. O estudo aponta que as multas ambientais emitidas pelo Ibama em áreas do Bolsa Verde ocorrem frequentemente a grandes distâncias dos alertas de satélite, o que sugere que os beneficiários estão denunciando atividades suspeitas antes mesmo de serem detectadas por imagens de órbita.
Fonte: com informações BNC
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