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Geral - 22/01/2023

Bolsonarista preso cogitou explodir bomba em área de embarque do Aeroporto JK

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Foto: Reprodução

Em depoimento à PCDF, Alan dos Santos confirmou que conheceu George Washington, outro preso, no acampamento em frente ao QG do Exército

Mais detalhes do depoimento do bolsonarista Alan Diego dos Santos Rodrigues mostram que a ideia inicial dos envolvidos na tentativa de atentado a bomba no Distrito Federal era colocar o artefato na área de embarque do Aeroporto JK. O crime foi descoberto na véspera de Natal de 2022.

 

Alan afirmou que chegou ao Quartel-General do Exército, no Setor Militar Urbano, em novembro de 2022. E, desde que entrou no acampamento, ouvia conversas sobre explosões. “Explodir coisas como se fosse a solução para a intervenção [militar]”, contou à Polícia Civil do DF (PCDF).

 

O criminoso prestou depoimento no Departamento de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado (Decor) na última quinta-feira (19/1). Além de confessar a participação na tentativa de atentado a bomba em Brasília, ele comentou como conheceu o outro preso acusado do crime: George Washignton de Oliveira Sousa.

 

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Segundo o documento, ao qual o Metrópoles teve acesso, Alan afirmou que George encomendou explosivos do Pará e fabricou a bomba colocada nos arredores do aeroporto. No dia 24 de dezembro, de madrugada, o empresário teria entregue o material para Alan e dito para que ele colocasse o artefato dentro do aeroporto, na área de embarque.

 

Porém, Alan disse à PCDF que preferiu não seguir as ordens de George. Então, mudou o plano e, entre as 3h e às 4h da manhã da véspera de Natal, passou lentamente ao lado de um caminhão-tanque e colocou a caixa na traseira do veículo.

 

Após a colocação da bomba

 

Agente do esquadrão anti-bombas da PCDF utiliza equipamento especial para desarmar bomba deixada perto de Aeroporto por extremistas bolsonaristas - Metrópoles


O preso comentou que quando “a ficha caiu”, teria resolvido procurar um telefone público para comunicar a polícia sobre o artefato. Ele afirmou que teria tentado avisar à PMDF e ao Corpo de Bombeiros sobre a existência da bomba, mas o atendente acreditou se tratar de um trote. George Washington teria chegado a ligar para Alan a fim de saber o andamento do plano terrorista.

 

O que se sabe, até o momento, é que as forças de segurança se mobilizaram após o motorista do caminhão-tanque inspecionar o veículo e descobrir o artefato. Assustado, ele telefonou para a PMDF. Ao saber que o material explosivo estava sendo analisado pela polícia, Alan, então, conta ter voltado para o acampamento do QG do Exército e participado da ceia de Natal com os outros acampados. No dia seguinte, resolveu voltar para casa no Mato Grosso.

 

Relembre o atentado

 

Fotos: Reprodução


Na véspera do Natal de 2022, equipes da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) e do Corpo de Bombeiros do DF (CBMDF), com apoio da Polícia Federal (PF) e da PCDF, se mobilizaram em área próxima ao Aeroporto de Brasília para desarmar um artefato encontrado em um caminhão no local.

 

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A bomba estava acoplada a um caminhão-tanque e só não foi acionada por um erro técnico. A polícia identificou e prendeu o suspeito de tentar explodir o artefato no mesmo dia. O empresário que planejava atentado em Brasília foi identificado como George Washington Oliveira Sousa. Logo em seguida, os outros dois nomes foram apontados, o de Alan e do blogueiro e jornalista Wellington Macedo de Souza. Este último criminoso permanece foragido

 

Segundo o depoimento de Alan, Wellington teria sido responsável por levá-lo até o aeroporto para plantar a bomba.

 

Fonte: Com informações do Portal Metrópoles

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