Políticos republicaram vídeo do senador em apoio a uma CPI do Banco Master e mantiveram apoio mesmo após vazamento de áudio
Políticos bolsonaristas do Amazonas saíram em defesa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, após o vazamento em que aparece pedindo dinheiro ao banqueiro Daniel Vorcaro para financiar um filme biográfico sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O áudio foi obtido e divulgado pelo portal The Intercept Brasil na quarta-feira (13). Políticos da esquerda também repercutiram o fato, afirmando que havia caído a máscara do senador fluminense. Até o momento, a pré-candidata do PL ao governo estadual, Maria do Carmo Seffair, não se pronunciou sobre o assunto.
Enquanto isso, a defesa mais efusiva foi por parte da deputada estadual Débora Menezes (PL), que disparou críticas ao ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), após ele afirmar que ouvir Flávio Bolsonaro pedir dinheiro a Daniel Vorcaro era algo “imperdoável”. Em suas redes, Débora Menezes chamou Zema de hipócrita e questionou o recebimento de doações de seu partido por parte de Henrique Moura Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro preso em nova operação da Polícia Federal na quinta-feira (14). A doação de R$ 1 milhão foi destinada ao Novo nas eleições de 2022.
“Para você o dinheiro serve e é limpo, mas para o Flávio é crime? Sinceramente, tenha santa paciência. Isso não é moralismo, isso é jogo sujo para tentar rachar a direita e isso só ajuda a esquerda. Enquanto você fica fazendo esse teatrinho no Twitter, a oposição comemora sua traição. A direita tem que se unir, e a gente não quer governador lacrando com uma indignação seletiva”, disse. Débora Menezes afirmou ainda que Flávio Bolsonaro apoia a criação de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) para investigar o caso do Banco Master e manteve o apoio a seu nome para a presidência. Já o deputado federal Capitão Alberto Neto (PL), o ex-ministro Alfredo Nascimento, presidente estadual da sigla, e o vereador Raiff Mattos (PL) repostaram um vídeo publicado por Flávio Bolsonaro confirmando que pediu o dinheiro a Vorcaro como recurso privado e defendendo a criação da CPI.
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No vídeo, o senador fluminense afirma que “mais do que nunca é fundamental a instalação da CPI do Banco Master. É preciso separar os inocentes dos bandidos”. Flávio Bolsonaro diz ainda que conheceu Vorcaro em dezembro de 2024, quando “não existiam acusações nem suspeitas públicas sobre o banqueiro”. Ele alega ainda que não ofereceu nada em troca pelo financiamento. As falas do senador no vídeo contradizem declarações anteriores dadas pelo próprio em relação a Vorcaro.
Questionado pela imprensa após a divulgação de que ele constava na agenda telefônica do banqueiro preso, como revelado pela CPI do INSS, Flávio Bolsonaro afirmou que terceiros poderiam ter repassado seu contato a Vorcaro. Outros políticos também fizeram defesa direta e velada de Flávio Bolsonaro. O vereador Coronel Rosses (PL) publicou um vídeo lembrando da sessão em que o veto do presidente Lula (PT) ao PL da Dosimetria foi derrubado, além da rejeição de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal. No vídeo, Rosses aparece abraçado a Flávio Bolsonaro. Nos stories, também compartilhou o vídeo do senador sobre a CPI do Banco Master.
Já o deputado Delegado Péricles não tocou no assunto e nem compartilhou o vídeo de Flávio Bolsonaro, limitando-se a republicar uma notícia de que o filme biográfico de Lula teria sido financiado por empresas condenadas por corrupção na Operação Lava Jato, a qual teve diversas condenações anuladas pela revelação de que o ex-juiz Sergio Moro, hoje senador no Paraná, agiu em conluio com os procuradores responsáveis pela investigação.
Esquerda divulga ligação
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Fotos: Reprodução
A revelação também repercutiu no campo favorável ao presidente Lula no Amazonas. O vereador Zé Ricardo divulgou em suas redes o áudio vazado entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro. A negociação envolveu 10,6 milhões de dólares, o equivalente a R$ 61 milhões na época em que as transferências ocorreram. O pedido original era de R$ 141 milhões. “Os mesmos que viviam falando em patriotismo e combate ao “globalismo” agora aparecem no meio de operações milionárias internacionais. Bolsonaristas passaram anos atacando artistas, cinema nacional e dizendo que cultura era ‘mamata’. Agora aparece um filme milionário sobre Bolsonaro financiado por um banqueiro investigado. Quando o protagonista é da família Bolsonaro, aí o cinema vira investimento patriótico”, ironizou.
O ex-deputado Marcelo Ramos publicou um vídeo afirmando que a máscara de Flávio Bolsonaro havia caído. O petista lembrou da frase que marcou o áudio, dita por Flávio a Vorcaro: “estarei sempre contigo”. “Depois da mesada para o ex-chefe da Casa Civil de Bolsonaro e vice preferido de Flávio, senador Ciro Nogueira. Depois das viagens de Nikolas nos aviões de Daniel Vorcaro. Depois da doação do cunhado de Vorcaro de R$ 3 milhões para a campanha de Bolsonaro e R$ 2 milhões para a campanha de Tarcísio de Freitas. Agora, é o próprio Flávio Bolsonaro no centro do escândalo do Banco Master, perdendo completamente a autoridade a moral para poder ser presidente da República”, disse.
Em outro vídeo, Marcelo Ramos destacou que, no Amazonas, o “nome e sobrenome” do escândalo no Amazonas eram Maria do Carmo, Alberto Neto, Alfredo Nascimento “e outras figuras do PL que representam esse projeto político associado a um criminoso como Daniel Vorcaro”. “Maria do Carmo e Alberto Neto, sempre muito faladores, sempre inventando mentiras contra o presidente Lula e o governo federal, comeram abiu. Estão caladinhos. Nenhuma palavra sobre esse escândalo”, afirmou.
Fonte: com informações do Portal acrìtica
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