23 de Abril de 2026

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Política - 16/04/2022

Bolsonaro diz que vai questionar CEO do WhatsApp sobre acordo com TSE

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Foto: Reprodução

O presidente Jair Bolsonaro disse neste sábado, 16, que vai exigir explicações do WhatsApp a respeito do acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que evita a instalação de novas funcionalidades na plataforma antes das eleições de outubro. “Vou buscar o CEO do WhatsApp essa semana e quero ver que acordo é esse”, afirmou, em entrevista à CNN.

 

Uma das principais novidades da plataforma para os próximos meses é o recurso de “Comunidades”, que vai permitir a criação de grupos com milhares de pessoas dentro do aplicativo. No entanto, no acordo firmado com a Corte eleitoral, o WhatsApp se comprometeu a aguardar o fim do segundo turno das eleições para lançar o novo recurso, com o objetivo de conter a disseminação de notícias falsas. O aplicativo de mensagens foi considerado um dos principais vetores de desinformação na eleição de 2018 e vem tomando medidas para reduzir o impacto.

 

Bolsonaro afirmou que já conversou com o ministro das Comunicações, Fábio Faria, que deve entrar em contato com o representante do WhatsApp no Brasil para questionar a decisão. “Se ele (WhatsApp) pode fazer um acordo com o TSE, pode fazer comigo também, por que não?”, disse.

 

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O presidente já havia criticado na sexta-feira, 15, o acordo que, para ele, seria “inaceitável” e “inadmissível”. Procurados na sexta, o TSE e o WhatsApp não se manifestaram sobre as críticas. O Estadão apurou que o compromisso da empresa com o tribunal permanece o mesmo, de evitar atualizações significativas antes das eleições de outubro.

 

‘Pacotão’ de novidades

 

O recurso de Comunidades foi anunciado na quinta-feira, 14, junto a outras novidades da plataforma. Além dele, o WhatsApp também anunciou a possibilidade de fazer chamadas de voz com até 32 pessoas; o aumento para 2GB dos arquivos que podem ser enviados e a função de reagir com emojis à mensagens enviadas em grupos.

 

A respeito das comunidades, a plataforma informou, em nota: “As Comunidades permitirão que as pessoas reúnam grupos relacionados sob uma mesma estrutura que funcione para elas. Dessa forma, os participantes poderão receber avisos enviados para toda a Comunidade e organizar grupos menores para discutir os assuntos que são de seu interesse com facilidade”.


Acordos contra fake news

 

Além do WhatsApp, o Tribunal Superior Eleitoral também firmou acordo com outras redes sociais e aplicativos de envios de mensagens, incluindo Facebook, Instagram, YouTube, Kwai, Tiktok e Twitter. O acordo baseou-se em quatro eixos: disseminação de informações confiáveis e oficiais sobre as eleições, capacitação, contenção de desinformação e transparência.

 

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Um relatório, produzido por pesquisadores do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Democracia Digital (INCT.DD) da Universidade Federal da Bahia (UFBA), avaliou esses pontos e indicou que houve avanços, mas que o acordo do TSE com as plataformas ainda deixa brecha para desinformação, principalmente nos campos de transparência e contenção de desinformação, que são essenciais no combate às fake news.

 

Fonte: Revista IstoÉ


 

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