Brasil reafirma compromisso com memória e reparação histórica à população negra
Em um palco global, o Brasil reafirma sua promessa de honrar a memória e reparar as injustiças históricas enfrentadas pela população negra. No terceiro dia do prestigiado Fórum Permanente sobre Pessoas Afrodescendentes em Genebra, na Suíça, o governo brasileiro fez ecoar sua determinação em enfrentar os resquícios do passado escravocrata.
Fernanda Thomaz, líder na Coordenação-Geral de Memória e Verdade da Escravidão e do Tráfico Transatlântico de Pessoas Escravizadas, assumiu os holofotes durante o painel “Cultura e Reconhecimento”, onde clamou por uma ruptura com políticas que buscam apagar a história. Ela destacou a urgência de políticas públicas que reconheçam as injustiças perpetradas contra a população afrodescendente, uma herança dolorosa que persiste até os dias de hoje.
O Brasil está em movimento, rumo à implementação de ações memoráveis. Thomaz enfatizou que para reparar é necessário educar e conscientizar a sociedade sobre a verdadeira essência do Brasil, marcada por séculos de exploração e racismo estrutural que ainda ecoam em profundas desigualdades.
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Foto: Tima Miroshnichenko
Fernanda Thomaz e a líder da delegação brasileira, secretária-executiva Rita Oliveira, fizeram questão de marcar presença em todos os dias do fórum em Genebra, mostrando um compromisso inabalável com a herança afrodescendente do Brasil, suas lutas, resistências e dores.
Além disso, representantes do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania engajaram-se em reuniões bilaterais para discutir a pauta da memória, justiça histórica e o reconhecimento das vítimas da escravidão. Num esforço conjunto, Rita e Fernanda se reuniram com Bárbara Reynolds, presidente do grupo de trabalho especializado sobre afrodescendentes da Organização das Nações Unidas, e com representantes da Comunidade do Caribe.
O evento, que se estendeu do dia 16 até esta sexta-feira, 19, com o tema central focado no combate ao racismo sistêmico, justiça reparadora e desenvolvimento sustentável, destacou a importância de discutir e valorizar a participação das organizações da sociedade civil e dos defensores dos direitos humanos na construção de um futuro mais inclusivo e justo para todos.
Fonte: com informações da agência gov
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