Taila Santos terá a chance de conquistar o cinturão da categoria peso mosca do UFC contra Valentina Shevchenko
A brasileira Taila Santos sobe ao octógono hoje, no UFC 275, no Singapore Indoor Stadium em Kallang, Cingapura, em busca de um sonho: ser campeã do UFC.
Taila enfrenta Valentina Shevchenko, uma das lutadoras mais dominantes da história do UFC, pelo cinturão da categoria peso-mosca (até 57 kg), no coevento principal —a luta principal do evento também é com um brasileiro, Glover Teixeira defende seu cinturão da categoria peso meio-pesado (até 93 kg) contra Jiri Prochazka.
Em entrevista ao UOL Esporte, a catarinense de 28 anos falou sobre o início de sua carreira e quando percebeu que poderia ser uma lutadora profissional.
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"Meu pai era professor de muay thai. Foi com ele que eu tive o primeiro contato com a luta. Eu tinha uns 12, 13 anos. Morava com a minha mãe e ele me convidou para treinar na academia que ele dava aula. Ele me buscava no dia que eu ia treinar. Fui pegando gosto pela coisa e hoje estou aqui", disse.
"Como eu era uma menina, eu não tinha noção se me destacava ou não. Eu estava ali porque gostava de treinar e dar porrada. Meu pai que começou a ter esse olhar mais técnico. Dizia que me via bem nos treinos e que eu tinha potencial. Com apenas três meses de treino já comecei a fazer algumas lutas. Lutava com mulheres adultas e o pessoal nem queria deixar porque eu era menor de idade. Mas meu pai falava que assinaria qualquer papel pra me ver lutando", lembrou.
Taila estreou no UFC em fevereiro de 2019 e o resultado não foi o esperado, ela perdeu por decisão dividida para Mara Romero Borella.
Só que depois disso ela fez quatro lutas, e venceu todas elas —na última, contra Joanne Wood, ganhou o prêmio de performance da noite após a vitória com por submissão com um mata-leão.

O último cinturão feminino que o Brasil conquistou foi em 2019, com Jéssica 'Bate-Estaca' Andrade. Desde então, Jéssica e Amanda Nunes perderam seus cinturões.
Após 3 anos, Taila tem a chance de fazer o Brasil retomar esse posto. E ela admite que existe uma cobrança pela sua ascensão meteórica dentro da organização.
"Existe uma cobrança por crescer tão rápido no UFC. Eu sempre treinei almejando esse momento e poder lutar contra a melhor. Chegou rápido até para mim, era algo que esperava, mas não tão rápido da forma que foi [destaque dentro do UFC]. Foi um baque, mas fico muito feliz por estar vivendo tudo isso", concluiu.

Fotos: Reprodução
O UFC 275 tem início às 19h30 (de Brasília) com as lutas dos card preliminar, e o card principal acontece 23h.
Além de Glover e Taila, o Brasil também seria representado por Rogério Bontorin, na categoria peso-mosca (até 56,7 kg), contra o português Manel Kape, mas o brasileiro passou mal e o confronto foi retirado do card.
Fonte: Portal Uol
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