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Comportamento - 02/04/2023

Brasileiro ainda recebe menos do que antes da pandemia, mostra IBGE

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Salário médio dos brasileiros subiu pelo quinto trimestre consecutivo, mas valor segue inferior aos patamares registrados antes da Covid-19.

Pelo quinto semestre consecutivo, o salário médio dos brasileiros subiu, mas o crescimento ainda não conseguiu recuperar o patamar registrado antes da pandemia de covid-19 — ou seja, o brasileiro recebe menos do que recebia há três anos. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

 

No trimestre entre dezembro de 2022 e fevereiro deste ano, o salário médio dos brasileiros ficou em R$ 2.853. No mesmo período em 2020, o salário médio era um pouco mais alto, de R$ 2.878. Naquela época, a pandemia ainda não havia chegado oficialmente ao Brasil.

 

Antes da pandemia, o maior redimento médio foi registrado no trimestre entre junho e agosto de 2020. O valor era de R$ 3.060.

 

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O que aconteceu?

 

 

Algumas das razões que podem explicar a queda no salário médio do brasileiro envolvem o cenário econômico em situação instável e a informalidade, cada vez mais alta no país.

 

Com a retomada do setor econômico após o início do controle da pandemia, as pessoas aceitaram voltar ao mercado de trabalho ganhando menos do que ganhavam antes.

 

Somado a isso, temos a situação de informalidade, que ainda é alta no Brasil, com 38,2 milhões de trabalhadores sem carteira assinada — isso representa 38,9% da população ocupada. Os salários desses trabalhadores tendem a ser mais baixos em comparação com os de carteira assinada.

 

Veja o salário médio por categoria:

 

 

• Setor privado com carteira assinada: R$ 2.487;

• Setor privado sem carteira assinada: R$ 1.914;

• Trabalhador doméstico com carteira assinada: R$ 1.519;

• Trabalhador doméstico sem carteira assinada: R$ 960;

• Setor público com carteira: R$ 4.202;

• Militar e funcionário público estatutário: R$ 5.060;

• Setor público sem carteira: R$ 2.421;

• Trabalhador por conta própria com CNPJ: R$ 3.866;

• Trabalhador por conta própria sem CNPJ: R$ 1.739.


Desemprego cresceu

 

Fotos: Reprodução

 

Também nesta semana, o IBGE mostrou que o desemprego no Brasil subiu para 8,6% nos últimos três meses.

 
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O número subiu em relação ao trimestre móvel imediatamente anterior, de setembro a novembro, quando o índice estava a 8,1%. De qualquer forma, o número desta sexta é o menor resultado para o período desde 2015, quando foi a 7,5%.

 

A pesquisa ainda mostrou uma redução no número de empregadores no Brasil nos últimos três meses. Houve redução de 206 mil pessoas na categoria dos empregadores, que agora soma 4,1 milhões de pessoas.

 

Fonte: com informações do Portal Terra 

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