17 de Maio de 2026

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Ciência e Tecnologia - 29/08/2022

Brasileiro que sobreviveu após ter a cabeça atravessada por um vergalhão há dez anos ajuda cientistas em estudos sobre lesões no cérebro

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Foto: Reprodução

Parceria entre neurocientistas brasileiros e americanos estuda caso do Eduardo desde o ocorrido.

Quem olha para o Eduardo, nem imagina o que aconteceu com ele - dez anos atrás. As cicatrizes no rosto e na cabeça não dão a dimensão da gravidade do que ele passou.

 

Em 16 de agosto de 2012, ele trabalhava como operário em uma obra no Rio de Janeiro. Eduardo estava agachado, de capacete, quando um vergalhão de dois metros e meio de comprimento caiu de uma altura de 15 metros. A barra de ferro entrou pelo alto da cabeça e saiu pelo meio dos olhos do Eduardo. Um impacto de cerca de 300 quilos.

 

A cirurgia para retirar o vergalhão durou seis horas e o operário ficou 15 dias no hospital.

 

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O Eduardo perdeu 11% de massa encefálica no lado direito de uma região vital, considerada a central de controle do nosso cérebro. O córtex pré frontal é responsável pelas nossas tomadas de decisões, comanda os nossos impulsos, a memória, o planejamento de futuro, o raciocínio e gerencia as nossas emoções.

 

 

 

 

Com a lesão causada pelo vergalhão, os médicos esperavam que o Eduardo tivesse alterações de comportamento e decidiram acompanhar a evolução dele depois do acidente.

 

Aconteceu exatamente como o único caso semelhante de que se tem notícia até hoje - cheio de coincidências com o acidente do Eduardo. Há 174 anos nos Estados Unidos, o também operário Phineas Gage, de 25 anos, teve o córtex pré frontal perfurado por um vergalhão.

 

Só que nele, a barra de ferro entrou do lado esquerdo. E, diferente de Eduardo, o comportamento de Gage mudou: ele se tornou agressivo e rude.

 

Em qualquer pessoa, as diferentes áreas do cérebro se comunicam entre si, ou com o resto do corpo, por impulsos elétricos. Quando uma dessas áreas sofre uma lesão, a atividade elétrica não funciona como deveria e a comunicação piora.

 

Renato Rosental, pesquizador/Fiocruz e UFRJ

(Fotos: Reprodução/Vídeo)

 

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Uma das poucas dificuldades de Eduardo é realizar tarefas que exigem os dois lados do cérebro simultaneamente. A conclusão de que um lado do cérebro é capaz de compensar o outro está sendo publicada na revista científica Lancet, uma das mais respeitadas no mundo. Foram dez anos estudando o Eduardo, em uma parceria de neurocientistas brasileiros e americanos.

 

Os médicos agora vão pesquisar formas de reproduzir essa compensação cerebral em outros pacientes com traumas. Entenda o caso do Eduardo e o estudo vendo a reportagem na íntegra, no vídeo acima.

 

Fonte: Portal G1

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