16 de Maio de 2026

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Especial Mulher - 22/03/2026

Breves considerações sobre os números da violência contra a Mulher (2ª parte)

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Foto: Reprodução/Google/Montagem Portal Mulher Amazonica

Nossa liberdade está sendo conquistada com determinação e coragem.

Por Maria Santana Souza - Relatório do Fórum Brasileiro de Segurança Pública segue revelando uma realidade estarrecedora, que apesar de conhecida, causa profunda indignação diante do estado epidêmico da violência contra a mulher no Brasil.

 

As mulheres estão sendo mortas dentro das suas próprias casas, dentro do seu espaço de vida com seus seus filhos. Mortas por seus companheiros, por quem escolheram para construir a felicidade. A cultura machista se tornou a principal responsável pela destruição de lares e famílias, com ações criminosas, frias, sem amor e compaixão.

 

No período de 2021 a 2024, dados do FBSP, 48,7% das vítimas de feminicídio foram mortas por armas brancas e 25,2% por arma de fogo. O uso da arma branca revela que as mulheres foram mortas dentro de casa, onde seu agressor teve acesso direto ao instrumento. Já o uso da arma de fogo, nos mostra o risco da liberação de armas no país, política defendida pela extrema direita e implementada no governo Bolsonaro.

 

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Sobre essa questão política, faço um destaque ao perigo que ronda o Brasil em ano eleitoral, de escolha do presidente da república, governadores e representantes das casas legislativas. As mulheres são mais da metade do eleitorado brasileiro, representando 52% dos votos. É preciso votar com responsabilidade e não ignorar que é a política o principal campo de luta para transformação da realidade social, cultural e econômica.

 

Voltando ao levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, nos chama atenção o fato de metade dos feminicídios, em 2024, terem sido cimetidos em cidades com até 100 mil habitantes. É justamente nessas cidades que o Estado se faz ausente ou frágil no atendimento às mulheres, apesar de nesses municípios residirem 41% da população feminina.

 

 

 

Nos municípios pequenos não existem delegacias da mulher e outros espaços de atendimento são insuficientes ou inexistem. Nas cidades grandes, aquelas com mais de 500 mil habitantes, os feminicídios representam 25%, número que pode ser atribuído à estrutura de apoio. 98% têm delegacia da mulher e 73% têm casa abrigo.

 

Como é possível perceber, a redução dos feminicídios passa necessariamente pela presença do Estado e de todos seus equipamentos de apoio às mulheres. Se não houver condições de ter uma delegacia da mulher num pequeno município, pois que seja treinado pessoal para atender numa sala preparada para receber o público feminino. O que não pode é continuar esse descaso que resulta em crimes perversos contra as mulheres.

 

 

Fotos: Reprodução/Google

 

A caminhada é longa, dura, mas imprescindível. Os números continuam mostrando que estamos sendo mortas todos os dias apenas por sermos mulheres, mas não vamos parar de lutar. Nossa liberdade está sendo conquistada com determinação e coragem.

 
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Maria Santana Souza é empresária, jornalista e uma das maiores referências em ativismo feminino no Amazonas. Começou sua carreira no jornalimo como editora do Portal do Zacarias. Formada em Direito, e MBA em Inteligência e Estratégias em Marketing. É uma das autoras da obra” Mulheres Interseccionalidades, Vivencias Amazônicas”, Idealizadora e Diretora executiva do Site” Mulher Amazônica e do Pod Cast “ Ela Pod. Maria Santana Souza tem popularizado as temáticas que envolvem as causas Femininas, desafios e conquistas. É autora de uma coletânea de artigos. Seu olhar afiado e seu discurso direto fizeram dela uma voz ativa no cenário das temáticas que envolvem as causas das Mulheres no Amazonas.

 

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