16 de Maio de 2026

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Economia - 29/03/2026

Cacau atinge preço mais baixo em três anos. Por que o chocolate não ficou mais barato?

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Foto: Reprodução/Google

Especialista da StoneX explica que estoques feitos com insumos mais caros impedem queda imediata nos preços de barras e bombons

Após atingir a máxima histórica em dezembro de 2024, negociado na casa dos US$ 12,5 mil, a cotação do cacau despencou mais de 80% e chegou ao preço de US$ 2,5 mil neste mês de março. A negociação do insumo ocorre em patamares baixos, registrados pela última vez em 2023. Os dados são da StoneX, empresa de serviços financeiros e uma das maiores corretoras de commodities do mundo.

 

Já nas prateleiras dos supermercados, os preços não recuaram. A alta acumulada em 12 meses do chocolate em barra e bombons atingiu 24,87% em março, segundo dados do IPCA-15, a prévia da inflação oficial do país. No chocolate e achocolatado em pó, o avanço é de 17,84% em março. Gerente Comercial de Açúcar da StoneX, Rafael Crestana explica em entrevista à IstoÉ Dinheiro que, apesar do recuo dos preços do cacau no mercado internacional, os produtos disponíveis no mercado foram fabricados com o seu principal insumo adquirido ainda nas máximas históricas. Como as empresas trabalham com estoque, é provável que ainda demore até os consumidores sintam os efeitos do barateamento da commodity.A indústria chocolateira

 

Para além da alta dos preços, o chocolate passou por outras transformações para driblar o encarecimento do cacau. Rafael Crestana explica que a indústria alimentícia mudou em estágios: primeiro, reduziu margens de lucros; depois, trocou a gramatura, ou seja, reduziu o peso sem alterar o preço; por fim, promoveu mudanças na fórmula, até mesmo com troca do chocolate por componentes “sabor chocolate”, que não contém a mesma quantidade de cacau.

 

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As medidas foram consideradas insuficientes, e o aumento do preço ocorreu de qualquer forma. Com o encarecimento, o consumo caiu, sobretudo em mercados acostumados com chocolate de alta qualidade, como Estados Unidos e Europa. “O preço fez mudar o comportamento da demanda”, explicou Rafael Crestana durante uma palestra no 19º Congresso Internacional de Indústrias Abimapi.

 

Fotos: Reprodução

 

Apesar de não contar com dados exatos sobre o recuo no consumo, a StoneX informa que uma contração de 7,33% na moagem de cacau em dezembro de 2024 na comparação com o ano anterior dá uma ideia desta queda. Crestana destaca que a baixa provavelmente foi ainda maior, pois ainda há estoques tanto entre produtores como na indústria dos subprodutos usados na fabricação de alimentos (licor, manteiga, pó).O especialista acredita assim que, uma vez vendidos os estoques de chocolate produzido com insumos mais caros, a indústria deverá promover reajustes para baratear o produto de novo e encontrar um novo preço de equilíbrio. “Nossa visão é que vai ser no final deste ano ou começo do ano que vem”, diz.

 

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Fonte: com informações IstoÉ

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