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Geral - 04/01/2023

Cacique Serere: parada cardíaca e morte são fake news sobre golpista, que permanece preso

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Foto: Reprodução

Informação desmente a própria esposa do indígena, que teria passado mal por outro motivo. Serere foi enviado por ruralista ao acampamento em frente ao QG. A prisão dele desencadeou ato terrorista em Brasília.

A informação de que José Acácio Serere Xavante, o "cacique" Sererê, teria sofrido uma parada cardíaca no Complexo Penitenciário da Papuda, no Distrito Federal, onde está preso desde 12 de dezembro por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), é mais uma fake news criada pelos golpistas, que chegaram a divulgar que o indígena teria morrido na prisão.

 

Em vídeo divulgado no fim da noite de terça-feira (3) no perfil dele no Instagram, um homem vestido com artefatos indígenas nega a informação sobre a parada cardíaca, que foi divulgada pela esposa de Serere, Sueli Xavante, e toda a avalanche de mentiras propagadas em seguida. Além da esposa, o próprio perfil havia divulgado que ele teria sofrido o problema cardíaco.

 

"Passar aqui para divulgar alguns informes sobre nosso irmão, cacique Serere. Agora, no início da noite, teve vários comentários em relação a ele, de que teve um infarto, envenenado e acabou falecendo. Essa informação não é verdadeira, não é uma informação verídica", disse o homem.

 

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Em seguida, ele explicou os motivos do mal súbito de Serere na prisão.

 

"O Serere sofre de diabetes avançada e ele tem que fazer uma dieta de alimentação e medicamentos. E com isso tudo que ele vem vivendo na prisão, há quase 30 dias, isso vem afetando muito ele como pessoa e também a saúde. Então, hoje, ele passou mal e assim que passou mal, foi atendido, e isso que gerou esse tipo de especulação", disse o homem, que acompanha a prisão do colega.

 

Na sequência, o perfil divulgou um novo vídeo, em que a esposa, Sueli, aparece com uma corda amarrada no pescoço e implora pela soltura do marido sem, no entanto, repetir a mentira dobre a parada cardíaca.

 

"Eu venho aqui dizer que o Serere é pastor, um homem digno, honesto, um homem conhecedor da palavra, que prega a palavra, que defende o que é certo. E não é justo porque ele tá preso porque ele falou a verdade, porque ele primeiramente pensou no Brasil, na pátria, na família e hoje ele está pagando por um crime que não cometeu. Vai fazer um mês que ele está preso e eu quero meu marido de volta", diz Sueli.

 

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Fotos: Reprodução


A prisão de Serere por incitação a atos golpistas no acampamento em frente ao QG do Exército, em Brasília, foi o estopim dos atos terroristas praticados por bolsonaristas no dia 12 de dezembro, quando tentara invadir a sede da Polícia Federal.

 

Preso por promover atos golpistas, o indígena José Acácio Serere Xavante, o "cacique" Sererê, percorreu cerca de 500 quilômetros da sua cidade, Campinapolis, no interior do Mato Grosso, até Brasília, no Distrito Federal, com o patrocínio do ruralista Mauridis Parreira Pimenta, de Araçatuba (SP), que explora terras na região.

 

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Em vídeo divulgado em redes bolsonaristas, o próprio Dide afirma que bancou a ida dos indígenas à capital federal.

 

"Fui procurado pelo meu amigo e pastor Tserere que queria ir pra Brasília ajudar na manifestação. Então, há 10 dias que estamos conseguindo mandá-los pra lá e ajudá-los. Já mandamos aqui de Campinápolis, eu e um grupo de amigos, mais ou menos, contando com ontem, uns 8 ônibus de índios", diz o ruralista.

 

Fonte: Com informações da Revista Forum

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