Agência proíbe canetas irregulares e prepara nova norma que será apresentada ainda em abril
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) intensificou neste mês de abril, o cerco contra medicamentos emagrecedores irregulares no Brasil, com foco em produtos manipulados e itens comercializados sem autorização sanitária. A agência também informa que anunciará na próxima Reunião Ordinária Pública, marcada para o dia 29 de abril, uma nova instrução normativa para regulamentar a manipulação dessas substâncias.
O movimento ocorre em meio à explosão do uso das chamadas canetas emagrecedoras e ao avanço de um mercado paralelo que levanta preocupações sobre segurança e qualidade.
Segundo a agência, os itens são vendidos como medicamentos injetáveis da classe dos agonistas do receptor GLP-1, mas não possuem registro, notificação ou autorização no Brasil. Sem esse aval, não há garantia de composição, eficácia ou segurança para o consumidor. A medida faz parte de uma ofensiva mais ampla contra produtos irregulares que têm sido ofertados principalmente em redes sociais e canais informais de venda.
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Mercado irregular de canetas emagrecedoras

Foto: Reprodução/Google
A popularização desses medicamentos — indicados originalmente para doenças metabólicas — impulsionou o uso com finalidade estética. Com isso, aumentaram também as irregularidades, incluindo a entrada de produtos sem controle sanitário, vindos do exterior, inclusive de países vizinhos, como o Paraguai. A Anvisa alerta que a falta de rastreabilidade e de controle de qualidade nesses casos eleva o risco de efeitos adversos, especialmente por se tratarem, em muitos casos, de medicamentos injetáveis.
Outro ponto crítico envolve a produção em farmácias de manipulação. A agência avalia que, em alguns casos, esse tipo de medicamento vem sendo produzido fora do caráter individualizado, o que foge da finalidade original desse serviço. Por isso, a Anvisa iniciou um processo de revisão das regras, com foco em garantir critérios mais rígidos de qualidade, controle e segurança, principalmente para substâncias da classe dos agonistas do receptor GLP-1.
Fonte: com informações Metrópoles
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