Emoção, estresse e excessos durante a Copa podem aumentar o risco de problemas cardíacos; especialistas alertam para os cuidados
A expectativa por um possível hexacampeonato na Copa do Mundo de 2026 promete reunir milhões de brasileiros diante das telas. Mas, enquanto a torcida se prepara para vibrar a cada lance, especialistas alertam que a emoção intensa dos jogos também pode representar riscos para o coração, especialmente entre pessoas que já possuem doenças cardiovasculares ou fatores de risco.
A combinação de estresse, ansiedade e hábitos pouco saudáveis durante os jogos pode aumentar a pressão arterial, acelerar os batimentos cardíacos e favorecer o surgimento de complicações cardiovasculares, especialmente em pessoas que já apresentam fatores de risco. Por isso, especialistas reforçam que cuidar da saúde é tão importante quanto acompanhar cada lance rumo ao possível hexacampeonato.
Segundo o cardiologista Renault Ribeiro Jr., do Hospital Santa Lúcia, em Brasília, a intensidade emocional de uma partida decisiva pode representar um desafio para o organismo. Isso acontece porque o corpo libera substâncias relacionadas ao estresse, que aumentam a frequência cardíaca e a pressão arterial.
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Foto: Reprodução/Google
O risco é ainda maior entre pessoas com hipertensão, diabetes, obesidade, colesterol elevado, tabagismo ou doenças cardíacas já diagnosticadas. Nesses casos, a emoção excessiva pode favorecer crises cardiovasculares e aumentar a ocorrência de arritmias. “Mesmo quem se considera saudável deve prestar atenção aos sinais do corpo durante momentos de forte emoção, porque algumas alterações cardiovasculares podem surgir de forma inesperada”, afirma Ribeiro Jr.
Quais sintomas merecem atenção?
Nem todo nervosismo durante uma partida é motivo de preocupação. No entanto, alguns sintomas podem indicar que o coração está sendo afetado além do esperado.De acordo com o cardiologista Marcos Cairo Vilela, do Hospital Samaritano Higienópolis, em São Paulo, dor ou pressão no peito, falta de ar persistente, palpitações intensas, tontura, suor frio e náuseas são sinais de alerta que não devem ser ignorados. O especialista explica que o estresse agudo ativa o sistema nervoso simpático, responsável pela liberação de adrenalina e noradrenalina. Essa resposta aumenta a demanda de oxigênio pelo músculo cardíaco e pode desencadear eventos graves em pessoas predispostas.
Fonte: com informações Metrópoles
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