A escola de Ramos se debruça sobre os cordéis para encontrar um destino para Lampião após a sua morte.
Delírio: é a partir dessa palavra que o carnavalesco Leandro Vieira define o enredo da Imperatriz em 2023, intitulado "O aperreio do cabra que o excomungado tratou com má-querença e o santíssimo não deu guarida". A história de Lampião será contada na Avenida, mas longe de uma perspectiva biográfica, ou definidora de Virgulino Ferreira como herói ou vilão. A escola de Ramos se debruça sobre os cordéis para encontrar um destino para Lampião após a sua morte.
— O enredo da Imperatriz Leopoldinense se debruça nos cordéis que vislumbraram um destino pós-morte para a figura de Lampião, esse personagem mítico do imaginário nordestino brasileiro, que, em diferentes áreas das artes, foi abraçado como uma figura típica da brasilidade — conta Leandro Vieira, campeão da então Série A (hoje chamada de Série Ouro) de 2020, título que garantiu o retorno da Imperatriz ao Grupo Especial. — Ao me debruçar nesses cordéis, a gente busca encontrar um destino delirante para essa figura tão contraditória e fascinante da cultura brasileira.
O destino de Lampião após a morte são nuances desse desfile. A ida ao inferno, onde não consegue abrigo; a ida ao céu, onde também não é recebido; e, por fim, seu lugar na terra, onde ocupa um lugar nos imaginários dos brasileiros, especialmente entre os nordestinos.
Veja também

Escolas do grupo especial desfilam no Sambódromo e comemoram o retorno da festa popular
Veja fotos do desfile das escolas de samba do grupo especial de Manaus

Comandando o carnaval da Imperatriz, detentoras de oito títulos, Leandro Vieira fala que o trabalho dele e de sua equipe é pela "possibilidade de sonhar" com mais uma estrela na bandeira.
Criada no Complexo do Alemão, a rainha Maria Mariá — sucessora da cantora Iza, que reinou até o último carnaval — estreia à frente da bateria Swing da Leopoldina neste ano, aos 20 anos.
O nome da escola de samba ganhou a mídia no pré-carnaval, quando a youtuber Antonia Fontenelle criticou a roupa usada pela primeira-dama Rosângela Lula da Silva, a Janja, na posse do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). À época, ela comparou a vestimenta à roupa da velha-guarda da Imperatriz, que definiu como "apática" e, por isso, Janja foi convidada a desfilar pela agremiação.
Fotos: Reprodução
A Paraíso o Tuiuti chega ao seu primeiro carnaval após a "promoção" de Mayara Lima, então princesa de bateria em 2022, que reina soberana como rainha neste ano. Penúltima colocada no último carnaval, a comunidade de São Cristóvão conta com vozeirão de Wander Pires para levantar a Sapucaí, com os versos de "cadê o boi?".
Fonte: Com informações do Portal Extra
Copyright © 2021-2026. Mulher Amazônica - Todos os direitos reservados.