Manifestantes aproveitaram a sessão de portas abertas organizada pelo governo neste fim de semana para entrar na chancelaria alemã e protestar contra a invasão russa da Ucrânia.
Olaf Scholz, chanceler alemão, foi surpreendido por duas manifestantes de topless durante o "Dia da Casa Aberta" do governo do país. As ativistas de topless tinham uma inscrição no corpo contra a Rússia, pedindo o "embargo ao gás, agora".
A Alemanha é fortemente dependente do gás russo para geração de energia para as famílias e para a indústria do país, e até agora não impôs um embargo total ao produto.
Os russos são os principais fornecedores de gás para toda a Europa.
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As duas manifestantes aproveitaram a sessão de portas abertas neste fim de semana para entrar na chancelaria alemã e protestar contra a invasão russa da Ucrânia. As forças de segurança intervieram rapidamente e as levaram embora.
Olaf Scholz foi questionado neste domingo sobre a situação do gás russo. Ele respondeu ressaltando os esforços feitos pelo governo para encontrar fontes alternativas de energia, como o gás natural liquefeito.
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A Alemanha pretende construir os primeiros terminais do produto em breve, que poderão estar operacionais no início de 2023.
"Depois disso, nosso problema de segurança de abastecimento pode ser resolvido no início de 2024", acrescentou o chanceler.
Rejeição em alta

Cerca de dois terços dos alemães estão insatisfeitos com o trabalho do chanceler Olaf Scholz e sua coalizão, que enfrenta crise após crise desde que ele assumiu o cargo em dezembro. Os dados são de uma pesquisa de opinião publicada neste domingo pelo Insa para o jornal "Bild am Sonntag".
Apenas 25% dos alemães acreditam que o social-democrata está fazendo bem seu trabalho, abaixo dos 46% de março.

Fotos: Reprodução
Por outro lado, 62% dos alemães acham que Scholz — que foi vice-chanceler da veterana Angela Merkel — cumpre mal suas funções. Trata-se de um número recorde, em comparação com apenas 39% em março.
Desde que assumiu o poder, Scholz teve que lidar com a guerra na Ucrânia, uma crise de energia, inflação crescente e, agora, uma seca — tudo levando a maior economia da Europa à beira de uma recessão. Os críticos o acusaram de não mostrar liderança.
Fonte: Portal G1
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