Chineses anunciam criação de conselho comercial com norte-americanos para debater queda nas taxas
A China anunciou que vai negociar com os EUA a redução de tarifas que afetam dezenas de bilhões de dólares em produtos das duas partes, segundo um comunicado do regime chinês publicado nesta quarta-feira (20), poucos dias após a visita do presidente norte-americano, Donald Trump, a Pequim.
As duas maiores economias do mundo passaram boa parte de 2025 envolvidas em uma guerra comercial intensa, até que Trump e o líder chinês, Xi Jingping, estabeleceram uma trégua de um ano durante um encontro na Coreia do Sul, em outubro.Como resultado da reunião de cúpula na semana passada, os países criaram um conselho comercial, no qual "as partes concordaram, em princípio, em debater um acordo-quadro para a redução recíproca de tarifas sobre produtos de escala equivalente", segundo o comunicado divulgado pelo Ministério do Comércio chinês.
Os cortes tarifários previstos afetarão mercadorias no valor de "US$ 30 mil ou mais para cada parte", informou o documento publicado na internet e atribuído a um funcionário sob anonimato.
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Foto: Reprodução/Google
A China espera que "a parte americana cumpra o compromisso" assumido durante a recente rodada de negociações, acrescentou a pasta, que pediu uma prorrogação dos acordos de trégua comercial estabelecidos no ano passado.A subida das tarifas começou em 1° de fevereiro do ano passado, 11 dias após Trump tomar posse, quando o republicano anunciou a cobrança de 10% sobre os produtos importados da China alegando que o país não combatia o fluxo de fentanil, opioide muito propagado nos EUA.
A partir de 2 de abril, Trump passou a subir seguidamente a tarifa para os chineses, sempre seguido de uma resposta proporcional dos asiáticos. A taxa chegou a 145% por parte dos EUA, enquanto a China elevou para 125% em 8 de abril. Posteriormente, ela foi reduzida pelas duas partes.
Fonte: com informações Folha de São Paulo
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