17 de Maio de 2026

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Geral - 10/04/2024

Choque e Justiça: Mãe e madrasta sentenciadas a mais de cinco décadas de prisão pelo caso chocante da morte de Miguel

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Foto: Reprodução

O trágico falecimento de Miguel ocorreu em 2021, no estado do Rio Grande do Sul.

A sentença veio como resultado de um veredito de homicídio triplamente qualificado, tortura e ocultação de cadáver. No desfecho angustiante do caso de julho de 2021, a condenação de mãe e madrasta por mais de meio século de prisão ecoa a dor da perda de Miguel, de sete anos.

 

Seu corpo, alegam as autoridades, foi cruelmente disposto em uma mala e lançado no Rio Tramandaí, nunca sendo encontrado.

 

Yasmin Vaz dos Santos Rodrigues, a mãe, enfrentará 57 anos, 1 mês e 10 dias de reclusão, enquanto Bruna Nathiele Porto da Rosa, a madrasta, recebeu uma pena de 51 anos, 1 mês e 20 dias pelos crimes hediondos. A sentença foi anunciada na sexta-feira, 05/04, pelo Conselho de Sentença do Tribunal do Júri, composto por cinco homens e duas mulheres.

 

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Fonte: Reprodução/Youtube

 

O promotor André Luiz Tarouco Pinto detalhou às jurados as acusações enfrentadas pelas rés: tortura, sob a forma de "castigo"; homicídio qualificado por motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima; e ocultação de cadáver.

 

Durante o julgamento, o Ministério Público apresentou aos jurados um caderno no qual Miguel era supostamente obrigado pela mãe a escrever frases autodepreciativas. Expressões como "Eu não presto", "Eu sou ruim" e "Não mereço a mamãe que eu tenho" foram destacadas como exemplos.

 

 

Fonte: Reprodução/Youtube

 

O promotor André Pinto também revelou que a perícia realizada no celular de uma das rés encontrou registros de pesquisas na internet, incluindo a frase: "digitais humanas saem na água salgada do mar".

 

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Ainda durante o julgamento, ambas as acusadas se atribuíram as agressões infligidas ao menino. A mãe admitiu ter administrado as doses de remédio que teriam causado seu estado inconsciente no dia do crime. Por sua vez, Bruna confessou ter participado na tortura psicológica e na ocultação do corpo de Miguel. A madrasta também afirmou ter acompanhado Yasmin no momento em que o corpo da criança foi lançado no rio.

 

Fonte: Portal Mulher Amazônica, com colaboração do G1, UOL Notícias e Carta Capital.

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