17 de Maio de 2026

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Direitos da Mulher - 02/11/2021

Coletivo de mulheres denuncia casos de agressão e estupros na Ilha Grande e se queixa de descaso da polícia

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Foto: Reprodução

Grupo protestou neste sábado em frente ao 33º Batalhão da Polícia Militar na Vila do Abraão

Era fim de tarde no domingo passado (24/10) quando Jéssica, dona de um restaurante na Ilha Grande, teve que sair em defesa de uma de suas funcionárias que estava sendo assediada por um homem no local.

 

Depois de pedir para ele se retirar do estabelecimento, Jéssica ligou para a polícia. O homem saiu e voltou com um comparsa, que iniciou uma série de agressões no restaurante segundo testemunhas presentes: além de Jéssica, duas funcionárias, um funcionário e duas clientes teriam sido agredidas pelo rapaz. Depois de cinco ligações, enfim a Polícia Militar chegou.

 

A atuação dos policiais, no entanto, não foi suficiente para frear o agressor. Enquanto relatava o caso, Jéssica levou um soco no nariz desferido pelo agressor na frente dos militares. Depois, as vítimas e os dois homens foram levados pela polícia, no mesmo barco, para fazer boletim de ocorrência em Angra dos Reis.

 

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Até o momento, segundo as vítimas, o caso continua em aberto e os agressores na Ilha Grande. O episódio é um entre outros que aconteceram recentemente por lá e tem assustado os habitantes da região. Cerca de 60 mulheres de diferentes idades, todas moradoras da ilha, formaram um coletivo para protestar contra a violência crescente e para cobrar atitudes efetivas das autoridades.

 

— Muitos casos de violência contra a mulher estão acontecendo. Violência doméstica, estupros e violência na rua estão sendo cada vez mais recorrentes. A violência contra a mulher aqui é normalizada, e temos muitos agressores vivendo entre nós. Além disso, a segurança pública é quase inexistente — diz a argentina Antonela Frascarelli, de 32 anos, moradora da Ilha Grande desde 2013 e uma das integrantes do coletivo. — A inoperância da esfera policial é preocupante. Imagina ter que ir na delegacia depois de ser agredida no local de trabalho, depois de ter ligado várias vezes, depois de ser agredida duas vezes na cara, uma delas com o policial presente, e aí escutar que não tem como fazer um boletim de ocorrência aqui na ilha, que tem que atravessar de lancha pra Angra dos Reis na mesma embarcação que o agressor, pra depois chegar lá e saber que os criminosos vão estar soltos daqui a pouco. É muita coisa, né?

 


Jéssica, proprietária do restaurante Steak n Beach: agressão na

frente de policiais militares (Foto: Divulgação)

 

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Em janeiro, Giuliana Giglio Fontoura, de 36 anos, estava caminhando em direção à Praia Preta quando um homem saiu da escuridão e a agarrou por trás. Após entrar em confronto com o agressor, Giuliana conseguiu fugir. Ao denunciar o caso, no entanto, se surpreendeu com a ausência da polícia. Apenas bombeiros procuraram por ela, que se limitou a fazer um boletim de ocorrência on-line. O homem até hoje não foi identificado.

 

 Fonte: O Globo

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