Segundo o Inpe, de 1º a 31 de agosto, o estado registrou 10.328 queimadas, o maior índice desde 1998, quando o instituto começou a monitorar os focos de calor na região.
O Amazonas registrou o agosto mais devastador em relação às queimadas dos últimos 26 anos, com mais de 10 mil focos de incêndio registrados no estado. A tragédia ambiental que se abateu sobre a região atingiu proporções catastróficas, com uma mancha de fogo de quase 500 quilômetros de extensão encobrindo parte do estado, transformando o céu de Manaus e outras cidades em um manto de fumaça espessa.
A situação foi agravada pela ausência de chuvas, com várias regiões, incluindo Mato Grosso e Rondônia, enfrentando secas que duraram mais de 90 dias. No Sul do Amazonas e no Acre, a vegetação seca tornou-se combustível fácil para as chamas, gerando um "cinturão do fogo" que abrangeu estados vizinhos e ultrapassou fronteiras, chegando ao Peru, Equador e Colômbia.
A cidade de Manaus, que já havia sido sufocada por uma onda de fumaça no início do ano, voltou a sofrer com a baixa qualidade do ar. O índice de poluição chegou a níveis alarmantes, levando a população a reviver os tempos de pandemia, com o uso de máscaras de proteção.
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Mancha de fogo encobre parte da Amazônia e países da América do Sul
( Foto: Reprodução/Windy)
Os pecuaristas foram apontados como os principais responsáveis pelas queimadas que devastaram a região. A fumaça, resultado das queimadas para criação de pasto, foi levada para áreas urbanas por massas de ar típicas da climatologia amazônica, agravando ainda mais a situação. O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), com seus escassos 121 brigadistas para cobrir todo o Amazonas, foi incapaz de conter a destruição.
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Fumaça voltou a encobrir Manaus (Foto: Reprodução/Rede Amazônica)
Enquanto o fogo se alastrava e a seca assolava os rios, a inércia e a ineficiência marcaram a resposta das autoridades, deixando a Amazônia à mercê das chamas.
Fonte: com informações do g1
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