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Mulher na Política - 17/04/2022

Como a candidata Marine Le Pen mudou sua imagem e passou a encarnar uma mãe francesa que ama seus gatos

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Foto: Reprodução

A candidata de extrema direita Marine Le Pen discursa na sede do seu partido em Paris, neste domingo (10)

Marine Le Pen, candidata à presidência da França pelo partido Reunião Nacional, teve 23,15% dos votos no primeiro turno no dia 10 de abril e vai concorrer com Emmanuel Macron, o atual presidente, no dia 24.

 

Seu desempenho foi creditado, em parte, a um reposicionamento de marca que ela mesma promoveu para parecer menos radical: Le Pen passou a falar mais de banalidades, como seus gatos, e passou a insistir mais no tema do poder de compra da população francesa.

 

Um dos seus primeiros compromissos no segundo turno foi visitar produtores de cereais para falar sobre a alta de preços e como proteger o poder de compra da população francesa.

 

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Desintoxicação de imagem

 

Imagem de 2017, quando Marine Le Pen foi candidata pela segunda vez — Foto: REUTERS/Charles Platiau

 

De acordo com a agência de notícias AFP, Le Pen está há uma década “desintoxicando” a imagem de seu próprio partido —depois de sua derrota para Macron, em 2017, ela mudou o nome de Frente Nacional para Reunião Nacional.

 

Da última vez que ela concorreu, Le Pen fazia alusões a um “totalitarismo islâmico” na França e dizia que Macron pretendia inundar o país como imigrantes.

 

Em 2017, Le Pen verbalizava sua intenção de tirar a França da União Europeia e abandonar o euro como moeda do país. Segundo a AFP, ela tem evitado se pronunciar sobre esses temas.

 

Desta vez, ela fala mais sobre inflação e custo de vida.

 

Elecciones en Francia: Los gatos de Marine Le Pen o por qué la extrema  derecha ya no asusta tanto a los franceses | Internacional | EL PAÍS

 

As pautas econômicas e a sinalização de que ela tenta de alguma forma proteger mais os franceses e o fato dela fazer campanhas mais próximas, visitando pequenas cidades, a impulsionou no final, segundo a especialista Angélica Saraiva Szucko, especialista em integração regional e União Europeia da Universidade de Brasília, em entrevista à RFI

 

Nessas eleições houve um outro candidato de extrema direita na França, Eric Zemmour, que ficou em quarto. A presença de Zemmour no pleito fez com que Le Pen parecesse mais moderada, segundo Cecile Alduy, uma especialista na extrema direita da França que é vinculada à Sciences Po, em Paris, e à Universidade de Stanford, nos Estados Unidos

 

Roupas neutras e memórias da infância

 

Marine Le Pen diz que unirá França dividida se for eleita | CNN Brasil

 

Ela também passou a usar roupas de tons mais neutros e passou a falar de sua vida pessoal —inclusive sobre como era viver com seu pai, Jean-Marie Le Pen, o político de extrema direita que fundou o partido pelo qual ela concorre, e sobre um atentado a bomba em sua casa em 1976.

 

A candidata contou que reside hoje com uma amiga de infância, Ingrid, e que já se divorciou duas vezes e tem três filhos. Le Pen também disse que é uma criadora de gatos.

 

“Sou feliz por ser solteira e não quero depender de homens para nada”, ela disse à revista de celebridades Closer.


O deputado francês Richard Ferrand, um aliado de Macon, afirmou recentemente que Le Pen agora tenta passar às pessoas a ideia de que é uma dona de casa de 50 anos que ama gatos.

 

Gilles Finchelstein, líder de um centro de estudos em Paris, a Fundação Jean-Jaures, diz que a mudança de imagem é uma realidade. “Marine Le Pen, como uma personalidade, se tornou mais agradável”, ele disse.

 

Programa político não mudou

 

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Fotos: Reprodução

 

“O programa dela não mudou nas questões fundamentais a respeito de imigração e identidade nacional, mas ela escolheu um vocabulário diferente para justificá-lo”, diz Alduy, a especialista na extrema direita da França.

 

Entre as propostas de Le Pen ainda há ideias como tirar alguns direitos de moradores muçulmanos (por exemplo, proibi-los de usar véu na cabeça em público) e de imigrantes de fora da Europa (que ela quer reduzir).

 

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Ela prometeu “restaurar a ordem” na França em cinco anos e disse que os franceses enfrentam uma escolha entre a civilização, que, segundo ela, seria a “preponderância legítima da língua e cultura francesa”.

 

Fonte: Portal G1

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