De dentro da prisão, ela é uma das principais lideranças das manifestações que, desde setembro do ano passado, fazem ecoar nas ruas e nas redes sociais as palavras: mulher, vida, liberdade. A luta por direitos básicos incomoda no Irã.
Misoginia, no dicionário, quer dizer desprezo ou aversão às mulheres. O Prêmio Nobel da Paz deste ano foi oferecido à iraniana Narges Mohammadi, atualmente presa por resistir à misoginia do governo extremista do Irã.De dentro da prisão, ela é uma das principais lideranças das manifestações que, desde setembro do ano passado, fazem ecoar nas ruas e nas redes sociais as palavras: mulher, vida, liberdade. A luta por direitos básicos incomoda no Irã.
As autoridades tentam impedir, mas vozes corajosas, como a de Narges Mohammadi, insistem em contar essas histórias. Uma das lutas da atual vencedora do Prêmio Nobel da Paz é para que o confinamento solitário nas prisões iranianas seja reconhecido como uma forma de tortura.Ela ouviu outros ativistas que passaram pelo isolamento forçado para escrever o livro “Tortura Branca”, que inspirou um documentário. O filme foi feito durante uma saída temporária da prisão para um tratamento cardíaco.
“Eu senti o pavor e a angústia por estar tão longe dos meus filhos. Andava tão rápido naquela solitária que eu estava quase correndo, dando a volta na cela. Sentia que se eu parasse um minuto, eu podia explodir”, conta Narges no filme.O confinamento solitário é uma técnica muito usada por interrogadores da República Islâmica para conseguir confissões que, depois, levam a penas de prisão perpétua ou morte.
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Abdollah Momeni, líder estudantil, se emociona ao lembrar o nojo que sentiu ao ser forçado a ler um documento cheio de mentiras. “Eu assinei para colocar um fim àquelas interrogações brutais. O que se seguiu foi uma farsa de julgamento.”
Os produtores do documentário falaram com o Fantástico. Depois de terem as casas vasculhadas e o equipamento confiscado, eles fugiram do Irã para poder terminar o filme.
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Fotos: Reprodução/Google
“Fazer um documentário é mostrar verdades. A República Islâmica, o regime autoritário do Irã, sempre tem medo de mostrar essas verdades e tudo que foi feito ao longo de mais de quarenta anos, desde a revolução islâmica de 1979”, disse Vahid Zarezade, documentarista. Narges Mohammadi conheceu essa forma de tortura psicológica em 2021, quando foi presa e jogada justamente no lugar que tentava combater: a solitária. Por seu ativismo, ela já foi detida 13 vezes.
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O documentário francês “Dentro da Resistência” mostra a onda de protestos furiosos que varreu o país. Iranianas arrancaram os véus e queimaram nas fogueiras. Nas ruas, as palavras de ordem se tornaram: mulher, vida, liberdade.
Fonte: com informações do Portal G1
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