22 de Abril de 2026

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Meio Ambiente - 22/04/2026

Como surgem estradas fantasmas do tráfico e crimes ambientais na Amazônia

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Foto: Reprodução/Google

Abertura de vias irregulares em assentamentos e terras privadas consolida novos ciclos de desmatamento e bloqueia cursos d?água

Levantamentos recentes sobre a malha rodoviária na Amazônia revelam que as chamadas “estradas fantasmas”, vias abertas sem licenciamento ambiental, estão em expansão com o suporte indireto de ações governamentais. No Acre, a média anual de novos trechos chegou a 540 km entre 1990 e 2025, impulsionando a degradação em áreas antes preservadas.

 

De acordo com os estudos, cerca de 35% dessas vias foram abertas em projetos de assentamento e 28% em propriedades privadas.  Embora a extensão em territórios indígenas represente menos de 1% do total, pesquisadores alertam que o impacto nessas áreas é severo e compromete a segurança das comunidades locais.

 

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Impactos hídricos e ambientais

 

 


A construção dessas estradas ocorre à margem das normas técnicas, resultando no bloqueio de cursos d’água. Esse processo cria pequenas represas que alteram o habitat aquático e geram danos cumulativos em toda a bacia hidrográfica, comprometendo a fauna e a flora dos rios amazônicos.Além do dano direto aos recursos hídricos, essas redes irregulares funcionam como vetores de desmatamento, facilitando o acesso de invasores ao interior da floresta.

 

Cidades como Sena Madureira e Feijó foram identificadas como pontos críticos de expansão dessa infraestrutura informal. ”As estradas fantasmas consolidam a degradação ao permitir que o desmate avance sobre áreas removas sem qualquer fiscalização estatal eficiente”.

 

Gestão e fiscalização

 

Fotos: Reprodução/Google

 


O Governo do Acre manifestou que os órgãos estaduais atuam sob critérios técnicos e que aberturas irregulares são alvos de apuração. No entanto, o avanço da malha viária informal levanta discussões sobre o uso de recursos públicos e emendas parlamentares em projetos que, na prática, fomentam a ilegalidade.

 
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O cenário exige um controle mais rígido sobre a infraestrutura na Amazônia para evitar que a conectividade regional seja utilizada como ferramenta de destruição ambiental. O monitoramento por satélite e a integração de dados fundiários são apontados como caminhos para conter o avanço das estradas fantasmas.

 

Fonte: com informações BNC

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