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Mulher em pauta - 09/03/2022

Conheça as histórias destas 5 mulheres brilhantes ofuscadas pela frase 'por trás de grandes homens'

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Foto: Reprodução

De Van Gogh a Fitzgerald, sobrenomes famosos por representantes masculinos tiveram participação importante de mulheres esquecidas pela história Leia mais em: https://veja.abril.com.br/cultura/5-mulheres-brilhantes-ofuscadas-pela-frase-por-tras-de-grand

Existe um popular dizer que atesta: por trás de um grande homem, há sempre uma grande mulher. Ao longo da história, enquanto os homens ocupavam posições de destaque e eram exaltados por seus feitos, inúmeras mulheres ficaram restringidas aos bastidores.

 

Elas eram suas esposas, amantes, mães e irmãs, e foram as responsáveis por fornecer estrutura, suporte ou até mesmo reerguer tais homens de seus momentos de derrocada, para que eles então vencessem – isso quando não eram, elas próprias, as autoras de grandes obras, mas nunca detentoras dos créditos por seus trabalhos.

 

No Dia Internacional das Mulheres, VEJA listou cinco mulheres brilhantes que, embora hoje tenham suas histórias mais ou menos conhecidas, seguem ofuscadas, na sombra de homens renomados das artes e da literatura.

 

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Anna Dostoyevskaia (1846-1918)

 


Segunda e última esposa do mestre da literatura russa Fiódor Dostoiévski (1821-1881), Anna, nascida Snítkina, casou-se com o escritor com apenas 20 anos  (ele tinha 44), e foi a grande responsável por reerguê-lo do vício em jogos. Para isso, ela estipulou horários para a produção do marido, estudou o esquema das livrarias, reuniu os textos publicados de forma seriada em obras únicas e devolveu ao autor a estabilidade financeira que lhe garantiria tempo para tecer trabalhos como Os Irmãos Karamázov. O padrão de publicação e distribuição de livros desenvolvidos por ela mexeu com o mercado editorial russo, fazendo de Anna a primeira mulher do país a ter uma editora própria. A história é resgatada no livro The Gambler Wife: A True Story of Love, Risk, and the Woman Who Saved Dostoyevsky (A Esposa do Jogador: uma História de Amor, Risco e a Mulher que Salvou Dostoiévski, sem tradução no Brasil).

 

Jo Van-Gogh (1862-1925)

 


Esposa de Theo Van-Gogh (1857-1891), irmão de Vincent (1853-1890), Jo é o motivo pelo qual o artista, que vendeu pouquíssimos quadros em vida, se tornou um grande fenômeno póstumo. Viúva, com 400 pinturas encalhadas do cunhado e uma série de cartas trocadas entre os irmãos Van Gogh, ela encontrou nas correspondências a essência de um artista agoniado, e fez disso uma grande jogada de marketing. Numa época de crescente interesse pela psicologia, J trabalhou duro para que o mercado de arte olhasse para Van Gogh por esse prisma, fazendo com que hoje sua obra seja compreendida à luz de seus transtornos mentais.

 

Camille Claudel (1864-1943)

 

 

Amante de Auguste Rodin (1840-1917), francês tido como o pai da escultura moderna, Camille era conhecida por seu trabalho com bronze e mármore, mas morreu esquecida depois de ser internada compulsoriamente em um hospital psiquiátrico pelo irmão ciumento, o escritor Paul Claudel (1868-1955). Décadas depois, em 2017, sua obra ganhou um museu exclusivo, na França, e especialistas apontam que várias esculturas da melhor fase de Rodin seriam, na verdade, uma colaboração com a amante. As cabeças da estátua The Slave and Laughing Man, por exemplo, assinada por Rodin, na verdade, segundo o próprio Museu Rodin, foram moldadas por Camille, mas ela acabou sem créditos, nem pagamento.

 

Patrícia Galvão (1910-1962)

 

 

Amante e depois esposa de Oswald de Andrade (1890-1954), Pagu ficou marcada como uma mulher selvagem, que acabou com o relacionamento entre Oswald e Tarsila do Amaral, o casal que a introduziu ao modernismo. Pagu, no entanto, teve um papel fundamental no movimento, e no próprio trabalho de Oswald. Envolvida com a militância política, foi ela quem fez o autor dar uma guinada para questões . Os dois se filiaram ao partido comunista no início dos anos 1930 e fundaram, juntos, o jornal O Homem do Povo. Foi justamente nesse período, entre 1930 e 1940, que Oswald teve uma das fases de produção mais intensa, com colaborações assinadas com Pagu e outras com indícios da participação da amada. Recentemente, escritos da autora estão sendo recuperados e publicados por editoras.

 

Zelda Fitzgerald (1900-1948)

 

Fotos: Reprodução

 

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Esposa do escritor F. Scott Fitzgerald (1896-1940), Zelda publicou apenas um romance na vida, o livro Esta Valsa é Minha, de 1932. Na ocasião, o marido famoso a acusou de plágio e declarou, publicamente, que sua escrita era péssima e que ela havia roubado elementos de seu romance Tender is the Night — inspirado no relacionamento dos dois. Sabe-se hoje, porém, que era o contrário: a participação de Zelda na obra de F. Scott é vasta. A antologia Artigos e Textos Jornalísticos, publicada em 2021, reúne ensaios e contos raros de Zelda (1900-1948). Muitos de seus escritos se perderam ao longo dos anos, mas alguns foram publicados assinados pelo marido, fazendo com que o nome de Zelda fosse esquecido. A autoria veio à tona anos depois, quando se revelou que o próprio Scott atribuiu os créditos a ela em seus cadernos de registro. A obra traz o texto O Livro Mais Recente de Meu Marido, resenha de Os Belos e Malditos em que aponta que páginas desaparecidas de seu diário ressurgiram no romance. O fim de Zelda, no entanto, foi trágico: diagnosticada com esquizofrenia, depressão e transtorno de bipolaridade, ela foi internada em um hospital psiquiátrico e acabou morta em um incêndio, presa em seu quarto.

 

Fonte: Revista Veja

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