Informação foi divulgada ontem pela Aneel; alívio se dá apesar de escalada nos subsídios e crise no setor em Roraima
O cenário para a conta de luz do brasileiro em 2026 apresenta duas faces distintas. De um lado, a pressão dos subsídios que deve empurrar a tarifa média nacional para uma alta de 8%, o dobro da inflação prevista. De outro, um “balde de água fria” que pode virar alívio para os estados da área de atuação da Sudam, incluindo o Amazonas.
Segundo o primeiro boletim InfoTarifas do ano, divulgado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) nesta terça-feira, dia 17, os consumidores do Amazonas e de outros 20 estados das regiões Norte e Nordeste poderão ser beneficiados por descontos bilionários vindos da repactuação de contratos de geração de energia. Esse valor entra como Uso do Bem Público (UBP).
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O fator Sudam: descontos de até 10,6% à vista
Diferente de 2025, quando a alta média nacional foi de 7%, o Amazonas entra em 2026 no radar da modicidade tarifária. De acordo com a Aneel, se todos os geradores de energia aderirem ao novo modelo de pagamento pelo uso do bem público, o impacto para os consumidores residenciais nas áreas da Sudam/Sudene pode ser uma redução média de 10,6%.Histórico de reajustes – Amazonas/média nacional
O setor elétrico vem de uma sequência de altas que pressionam o orçamento das famílias amazonenses:
– 2023: Alta de 6,2%
– 2024: Estabilidade (0,5%)
– 2025: Alta de 7,0%
– 2026 (Projeção): 8% (Antes do desconto regionalizado)Alerta que vem do vizinho: Roraima sofre com alta de 23,2%

Fotos: Reprodução/Google
Se o Amazonas vislumbra um desconto, o estado vizinho, Roraima, vive uma realidade dramática. A Annel aprovou um reajuste médio de 23,2% para os consumidores roraimenses.
Mesmo após a interligação ao Sistema Interligado Nacional (SIN), o estado ainda sofre com o peso dos subsídios da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) e o custo de transição energética. A situação de Roraima serve de alerta para o custo operacional na Amazônia Ocidental. Na região, a logística de geração e transmissão permanece como um gargalo bilionário.
Fonte: com informações BNC
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