18 de Maio de 2026

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Internacional - 17/05/2022

Coreia do Norte mobiliza exército para combater surto de covid

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Foto: Reprodução

A Coreia do Norte mobilizou o exército para combater a epidemia de covid

As unidades médicas do exército da Coreia do Norte aceleraram a distribuição de medicamentos para lutar contra um crescente surto de covid-19, anunciou nesta terça-feira, 17, a imprensa estatal, que calcula em 1,5 milhão o número de pacientes com “febre”.

 

O dirigente Kim Jong Un ordenou um confinamento nacional para tentar conter a propagação do vírus entre a população, que não foi vacinada, e mobilizou o exército depois do que considerou uma resposta insuficiente das autoridades de saúde.


Imagens divulgadas pela agência oficial KCNA mostram centenas de soldados de uniforme na capital, Pyongyang.

 

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“O exército mobilizou em caráter de urgência suas poderosas forças nas farmácias de Pyongyang e começou a distribuir medicamentos com um sistema de serviço de 24 horas”, afirmou a KCNA.

 

Uma fotografia mostra vários solados ao lado de uma longa fila de caminhões.

 

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Kim criticou duramente as autoridades de saúde, em particular porque não conseguiram manter as farmácias abertas as 24 horas do dia.

 

O dirigente autoritário passou a comandar a resposta anticovid do país depois da detecção dos primeiros casos na semana passada e que, nas palavras de Kim, estão provocando grandes dificuldades.

 

A KCNA anunciou que o balanço de pessoas doentes com “febre” alcança 1,48 milhão e o número de mortes 56.

 

“Ao menos 663.910 estão em tratamento médico, os demais já estão recuperados”, afirmou a agência.

 

De acordo com a KCNA, o governo aprovou uma campanha de conscientização da população e as fábricas farmacêuticas aumentaram a produção de remédios.

 

O isolado país asiático tem um dos sistemas de saúde mais deficientes do mundo, com hospitais mal equipados, poucas unidades de terapia intensiva e sem remédios para tratar a covid-19 ou organizar testes em larga escala.

 

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“A maioria dos norte-coreanos sofre desnutrição crônica e não foi vacinada. Quase não há medicamentos no país e a infraestrutura sanitária é incapaz de lidar com esta pandemia”, disse Lina Yoon, analista da Human Rights Watch.

 

Ela fez um apelo para que a comunidade internacional ofereça medicamentos, vacinas e infraestrutura médica à Coreia do Norte.

 

China e Coreia do Sul ofereceram ajuda, mas o Norte não respondeu a oferta de Seul, segundo o ministério da Unificação sul-coreano.

 

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Fotos: Reprodução

 

O novo presidente Yoon Suk-yeol adotou uma postura mais hostil a respeito do vizinho, que tem armas nucleares, mas disse na segunda-feira que não vai reter ajuda se Pyongyang aceitar.

 

Apesar da crise de saúde, novas imagens de satélite mostram que a Coreia do Norte retomou a construção de um reator nuclear.

 

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Em um momento de aceleração do programa militar, com vários testes de armas desde o início do ano, Washington e Seul temem que Pyongyang execute um teste de arma nuclear em breve.

 

Fonte: Portal Revista IstoÉ

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