Um crânio de uma mulher que habitou a Terra há cerca de 45 mil anos ganhou um rosto. O projeto foi desenvolvido por um designer gráfico brasileiro em colaboração com pesquisadores da República Tcheca.
A imagem do crânio encontrado e estudado por pesquisadores é reconstruída, aos poucos, com a tecnologia 3D usada pelo designer, especializado em aproximação facial.
Para alcançar esse resultado, o designer conduziu uma extensa pesquisa sobre Zlatý K??. O nome da mulher é o mesmo da caverna onde o material foi descoberto na República Tcheca, em 1950, e significa “cavalo de ouro”.
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Foto: Reprodução/ TV Globo
"O que a gente pretende mostrar é a face, como poderia ser, e também discutir alguns parâmetros como a estrutura cerebral, a robustez, das mulheres nessa época, 35, 45 mil anos atrás, e colocar essa discussão no meio acadêmico", destaca o designer Cícero Moraes.
Crânio pode ser mais antigo de um Homo Sapiens já descoberto na Europa
O pesquisador tcheco Matjed Sidelar defende que a caixa craniana de Zlatý K?? é a mais antiga de um Homo sapiens - o ser humano moderno - já descoberta na Europa. Inicialmente, os restos mortais foram atribuídos a um homem devido à sua estrutura mais robusta em comparação com as mulheres atuais.
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Foto: Reprodução/ TV Globo
Segundo pesquisadores, o rosto de Zlatý K?? fornece informações sobre os humanos formados da mistura entre neandertais e ser humano moderno após a migração da África para a Europa.
"Ambos eram caçadores, coletores e muitas vezes esse encontro trouxe uma disputa e vence o mais adaptável, que seria o homo sapiens. Mas também existe a comprovação de que eles se reproduziram entre si", destaca a arqueóloga Suzana Hirooka.
A história de Zlatý K?? não se limita à sua reconstrução facial; os pesquisadores estão focados na digitalização de um modelo de toda a caverna em que seus restos mortais foram encontrados, e isso será apresentado em um museu.
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"Se um especialista consegue olhar um crânio e diversificar esse crânio em relação a outros, quem não é especialista não consegue. E as pessoas que financiam a estrutura dos museus hoje em dia são pessoas que não são especialistas. Então é importante dar um rosto pra trazer esses indivíduos para uma realidade cientifica", ressalta Cícero Moraes.
Fonte: com infornações do Portal G1
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