Torcedora brasileira flagrou momento do ato racista e foi ameaçada por policiais que trabalhavam no Mestalla
O Mestalla foi palco de mais um episódio triste de racismo. Nas arquibancadas, um menino torcedor do Valencia chamou o brasileiro Vini Jr. de "mono" - "macaco" em espanhol -, ofensa que se tornou comum nos estádios espanhóis em direção ao camisa 7 do Real Madrid, durante o empate em 2 a 2, no sábado, 2.
O vídeo foi gravado por Anna Anjos, brasileira presente no estádio, que imediatamente foi repreendida pela mãe da criança. Ela ouviu ameaças e ainda relatou que policiais a pediram para "se comportar".
"Quando teve o lance da falta, ouvi um coro com todo esse setor do estádio, atrás do gol, chamando ele de 'mono'. Mas o que mais me incomodou foi uma criança duas cadeiras ao meu lado chamando ele de 'mono' o tempo todo. É algo tão recorrente para eles, tão normal, que a mãe me disse que não era ofensa. Que só estavam chamando ele de um animal", contou.
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Criança xingando Vini Jr de "mono" (macaco) durante Valencia x Real Madrid.
— Planeta do Futebol ???? (@futebol_info) March 3, 2024
Uma brasileira conta que ouviu vários insultos racistas e que foi ameaçada após o vídeo. Além disso, os policiais pediram para ela "se comportar".
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Anna disse que sua comemoração no segundo gol do Real Madrid soou como uma resposta às ofensas, mas logo os espanhóis aumentaram a ofensiva. Foi, então, que ela fez o vídeo.
"Chamaram polícia, segurança e tudo. Chorei muito depois do jogo. Me senti extremamente ameaçada e ninguém fez nada para me defender. Todo mundo achou que eu era a errada da situação. Me senti bastante ameaçada e com medo. Me tocaram, e era um homem. Eu disse que ele não poderia e que não tinha o direito de me tocar", afirmou Anna.
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Foto: Reprodução/Google
No Mestalla, não é a primeira vez que Vinícius é hostilizado por valencianos. Em 2023, o jogador escutou cânticos e ofensas racistas vindas de boa parte dos torcedores presentes no local, e chegou a identificar alguns deles. O caso levou a grande repercussão no mundo, e gerou a Lei Vini Jr., que garante a realização dos protocolos de racismo nos estádios do Rio de Janeiro e da Paraíba.
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Antes da partida contra o Real de Vini Jr., o Valencia também havia comprado a briga e bateu de frente com a Netflix. A produtora, que está preparando um documentário sobre o atleta, foi impedida pelo clube de entrar no estádio para gravações na partida, alegando que os direitos de imagem do confronto seriam mantidos para si e para a direção de La Liga.
Fonte: com informações do Portal Terra
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