16 de Maio de 2026

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Empreendedorismo - 24/05/2024

Da floresta ao mercado: Negócios artesanais transformam vidas e sustento de indígenas no Amazonas

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Foto: Rede Amazônica

Empreendedores contam como os pequenos negócios sustentam bases familiares.

No coração do Mercado Municipal Adolpho Lisboa, em Manaus, um universo de cores e formas artesanais ganha vida. Entre adereços, cestas com traços indígenas e joias locais, cada produto é uma peça única e personalizada, refletindo a rica herança cultural da Amazônia.

 

Essa cadeia produtiva artesanal vai muito além do simples comércio; ela reestrutura a rotina de quem colhe a matéria-prima, dos artesãos que criam as peças e daqueles que as vendem, criando um ecossistema de sustentabilidade e valorização cultural.

 

Débora Cruz é uma dessas empreendedoras. No meio do burburinho do Adolpho Lisboa, ela confecciona e vende cordões e pulseiras com sementes de açaí, um processo minucioso que envolve diversos colaboradores. “Tenho uma rede de colaboradores. Alguns itens vêm do município de São Gabriel da Cachoeira e do Parque das Tribos, com contribuições de mais de dez etnias indígenas”, explica Débora, destacando a importância de cada etapa na cadeia produtiva.

 

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O impacto desse trabalho é sentido por pessoas como Leidmar Pereira, que deixou sua comunidade indígena no Alto Solimões e agora sustenta sua família com a venda de artesanato em Manaus. “Vim para Manaus para melhorar a vida da minha família e ajudar minha mãe. Estou aqui para fazer artesanato e mudar minha história”, conta Leidmar, emocionada.

 

Essas histórias se entrelaçam em uma teia de empreendedorismo que compõe 95% dos empreendimentos formais no Brasil. No Amazonas, são cerca de 163 mil microempreendedores individuais, mostrando a força e a importância dos pequenos negócios na economia local.

 

A economista Michele Aracaty ressalta que esses empreendimentos geram independência e emprego. “Contribuem para a geração de renda local e reduzem a dependência dessas comunidades de recursos externos”, explica Michele.

 

Além disso, os grafismos tradicionais indígenas, ensinados desde a infância, ganham nova vida no empreendedorismo. Amadeu Apurinã, integrante de um coletivo capacitado a fazer grafismo corporal, vê em cada venda uma oportunidade de transmitir a tradição e os significados de sua cultura. “São indígenas que redescobriram sua linhagem e agora representam seu povo através das vendas”, enfatiza Amadeu.

 

Fotos: Rede Amazônica

 

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Através do artesanato, uma ponte é construída entre o passado e o presente, transformando a vida de inúmeras pessoas e celebrando a riqueza cultural dos povos indígenas do Amazonas.

 

Fonte: com informações do G1

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