De lá para cá, a paulista participou de cerca de 12 Mundiais, com mais insígnias conquistadas em Jogos Pan-americanos, sendo três pratas e seis bronzes, entre as edições de Winnipeg 1999 e Toronto 2015
“Desde criança, eu sempre amei ginástica”, conta Daniele Matias Hypólito, uma das principais atletas do Brasil, que fez história ao ganhar a primeira medalha para o país em competições internacionais, em 2001, no Mundial de Ghent, na Bélgica.
De lá para cá, a paulista participou de cerca de 12 Mundiais, com mais insígnias conquistadas em Jogos Pan-americanos, sendo três pratas e seis bronzes, entre as edições de Winnipeg 1999 e Toronto 2015. Também se tornou a atleta mais longeva em edições das Olimpíadas, participando de cinco ao total: Sydney 2000, Atenas 2004, Pequim 2008, Londres 2012 e Rio 2016.
Hoje, aos 38 anos e reconhecida como umas das grandes ginastas nacionais, ela segue trabalhando com o nicho, mas agora de forma diferente: palestrando em eventos da área, trazendo boletins e entrevistando personalidades deste universo, por meio de seu canal ‘Na área com Daniele Hypolito’ e demais redes sociais. Além disso, lidera o projeto Instituto Hypolito com seu irmão, o também ex-ginasta Diego Hypolito; e se dedica à arte circense, participando do espetáculo Abracadabra, no Reder Circus.
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Mas, muito antes de abrir caminho para outros ginastas brasileiros, bater recorde no número de participações em Olimpíadas e de alçar o reconhecimento de todos, ela percorreu um longo caminho, transformando uma brincadeira em um sonho para a vida – feito que lhe exigiu foco, determinação e disciplina, como contou em entrevista exclusiva ao Dicas de Mulher. Confira a seguir curiosidades da trajetória da ex-ginasta, seus aprendizados, conselhos às leitoras que visam carreira no esporte e novos projetos.
O início no esporte“Com quatros anos, eu comecei a brincar de fazer ginástica no quintal da casa dos meus pais. Eu pegava o colchão e usava o braço do sofá como salto. Então, desde pequenininha, era uma coisa que eu via”, relembra Daniele. Seis meses depois, ela começou na ginástica artística e conta que “acompanhava a primeira nota 10 da modalidade em Mundiais, que era a Nadia Comaneci e a nossa representante da época, a Luisa Parente”.
Por coincidência, o professor do Sesi de Santo André era vizinho de sua família e a convidou para fazer o teste da escolinha do Sesi. Ela tentou, passou na seletiva e em uma semana entrou para a equipe.Perguntada sobre o papel da família em sua carreira, Daniele Hypólito destaca que sempre foi bastante apoiada, de modo que quando disputava algum campeonato internacional, a mãe, seu pai e o irmão mais velho sempre estavam presentes para torcer e acompanhá-la de perto.
Dos feitos na ginástica
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Do início de sua carreira na ginástica artística para cá, Daniele Hypólito fez história ao se consagrar atleta pioneira por arrebatar a primeira medalha para o Brasil em competições internacionais. Foi em 2001, na Bélgica, quando conquistou a prata no solo que ela escreveu e grifou seu nome na história do esporte verde-amarelo.“Foi onde a gente realmente conseguiu abrir as portas do Brasil para o cenário mundial, e mostrar que o Brasil tem, sim, talentos, tem capacidade.”
A atleta pondera que isso veio com ela, naquele campeonato internacional, “veio com a Daiane, com meu irmão e foi aumentando, com o [Arthur] Nory, [Arthur] Zanetti… E tem vindo, agora com a Jade [Barbosa], a Rebeca [Andrade] sendo campeã mundial. Então, a gente está quebrando cada vez mais esse paradigma”.
Dentre as edições Winnipeg 1999 e Toronto 2015 dos Jogos Pan-Americanos, a paulista de Santo André arrebatou nove medalhas, sendo três pratas e seis bronzes. E no que diz respeito aos Jogos Olímpicos, Daniele integrou a Seleção brasileira em cinco edições, sendo recordista em participações, portanto.“Algo que eu não ganhei, e que gostaria de ter ganho, é com certeza uma medalha olímpica.
Acho que eu acertei em Mundiais, mas eu queria ter sido mais assertiva talvez nos Jogos Olímpicos. Ou teria melhor me preparado, ou [competido] em melhor fase, nos Jogos Olímpicos. Acho que a medalha que faltou na minha carreira foi a olímpica”, porém, pondera que “nem sempre o fato de não ganhar a medalha olímpica quer dizer que a sua carreira não foi vitoriosa. Pelo contrário, tenho muito orgulho da carreira que eu construí”.No que diz respeito à vida pessoal, ela revela que lhe faltou um(a) herdeiro(a):
“Acho que um sonho mais recente é com certeza ser mãe. Com certeza, poder contar a história pro meu filho, do que eu fiz, talvez da minha carreira, e ter orgulho de contar isso pra ele e, de repente, o sonho realizado de ele falar assim ‘eu quero ser igual a minha mãe’. Só pode ser isso.”
Do que tem feito
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Fotos: Reprodução/Google
Nos últimos oito anos, Daniele representou o Flamengo por um período, enquanto ginasta; participou de realities shows na televisão (Exathlon Brasil, da Band, em 2017; Dancing Brasil, da Record, em 2019; e Made in Japão, também na Record, em 2020) e casou-se, em 2018, com o coreógrafo e professor de dança Fábio Castro.
Atualmente, Daniele desenvolve vários trabalhos diferentes, ligados ao esporte, à arte circense e também à comunicação, sua nova carreira. “Hoje eu levo o sorriso de uma maneira diferente, através de as pessoas poderem estar mais perto de mim. E a gente virou artista de circo, podendo levar a alegria pela magia do circo, no Reder Circus, no Espetáculo Abracadabra”.
Ela dá palestras sobre a temática esportiva; apadrinha projetos; lidera o Instituto Hypolito – que visa difundir a ginástica artística para crianças carentes – junto de seu irmão, Diego Hypolito e se apresenta no Reder Circus, como contou. Não o bastasse, a paulista também iniciou a graduação na área de comunicação, com especialização em marketing, estudando à distância.Em seu mais novo projeto, o canal ‘Na área com Daniele Hypólito’, que estreou em novembro de 2022, ela tem trazido boletins e entrevistas com personalidades do mundo esportivo.
Fonte: com informações do Portal Nova Mulher
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