Ordem do ministro do STF, ainda em caráter preliminar e com sigilo, tem como base pedidos de parlamentares
As suspeitas envolvendo o financiamento do filme Dark Horse, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, ganharam novas frentes após o vazamento da conversa em que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pede dinheiro ao dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, para, supostamente, custear o longa. Nessa sexta-feira, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a abertura de processo para apurar o eventual envio de emendas parlamentares voltadas à cinebiografia. Já o Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (MPTCU) acionou a Corte de Contas para investigar indícios de irregularidades vinculados à captação de recursos para a produção.
A apuração ordenada por Dino, ainda em caráter preliminar e com sigilo nível 3, tem como base petições dos deputados Pastor Henrique Vieira (PSol-RJ) e Tabata Amaral (PSB-SP). Segundo os parlamentares, os deputados Marcos Pollon (PL-MS), Mario Frias (PL-SP) e Bia Kicis (PL-SP) enviaram emendas para o Instituto Conhecer Brasil e à Academia Nacional de Cultura. As duas entidades fazem parte do mesmo conglomerado de ONGs e são ligadas à produtora audiovisual Go Up Entertainment, responsável pelas gravações de Dark Horse, ainda não lançado.
Em março, Dino pediu explicações da Câmara sobre o envio de emendas parlamentares. Pollon e Bia Kicis negaram o envio direto de recursos para produtora do filme. Frias também deveria ser notificado para prestar esclarecimentos, mas não foi encontrado pelo oficial de Justiça enviado pelo Supremo.Diante do episódio, Dino determinou que a Câmara informe os endereços residenciais do parlamentar em São Paulo e Brasília. Frias destinou R$ 2 milhões ao Instituto Conhecer Brasil. As emendas ocorreram em 2024 e 2025.
Veja também

Presidente Lula visita o Amazonas nos dias 25 E 26 de maio; veja o que está previsto
Após áudio de Flávio, Mendonça se reúne com investigadores da PF

Foto: Reprodução/Google
Tabata Amaral apontou um "ecossistema de pessoas jurídicas interconectadas", sob o comando da roteirista. "Tal configuração estabelece um 'grupo econômico por coordenação' que, na prática, pode estar constituindo-se como um óbice à rastreabilidade dos recursos públicos", sustentou.
O despacho que determinou o desmembramento da apuração foi proferido na mesma semana em que o site The Intercept Brasil revelou que Flávio negociou com Vorcaro um financiamento de R$ 134 milhões para custear o filme. A ação original, relatada por Dino, é a que trata do controle de transparência e rastreabilidade das emendas parlamentares.
Fonte: com informações Correio Braziliense
Copyright © 2021-2026. Mulher Amazônica - Todos os direitos reservados.