General foi demitido pelo presidente Jair Bolsonaro na semana passada quando o governo apresentou a lista de novos conselheiros da Petrobras para aprovação na assembleia geral marcada para o dia 13 de abril
Em declaração exclusiva, o general Joaquim Silva e Luna afirmou que não vai deixar a Petrobras enquanto a solução definitiva para o comando da companhia não for acertada. A desistência de Rodolfo Landim para assumir o conselho da Petrobras, e as dúvidas sobre os limites da Lei das Estatais sobre a indicação de Adriano Pires para a presidência da estatal, levantaram ainda mais incertezas sobre a governança da estatal.
“Na vida temos que fazer escolhas. Entendo que, nesse momento, o bem a ser tutelado é a Empresa. Deixo o amor-próprio de lado e entrego no tempo que for melhor para a imagem, reputação e continuidade dos trabalhos da Petrobras”, Silva e Luna disse à coluna.
Em nota, a Petrobras disse nesta segunda-feira que tomou ciência da desistência de Landim, mas “até o momento não recebeu notificação do Ministério das Minas e Energia acerca da substituição do indicado”.
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Rodolfo Landim
Joaquim Silva e Luna foi demitido pelo presidente Jair Bolsonaro na semana passada quando o governo apresentou a lista de novos conselheiros da Petrobras para aprovação na Assembleia Geral de Acionistas marcada para o dia 13 de abril. O general foi excluído do documento entregue ao Ministério de Minas e Energia, sem aviso prévio, apesar de já sentir a fritura que sofria desde o último reajuste dos preços dos combustíveis em 11 de março.
A coluna também ouviu ex-gestores e ex-conselheiros da Petrobras sobre os impactos dos ruídos sobre a condução da petrolífera. Eles veem risco da nomeação de Adriano Pires empacar nas exigências da Lei das Estatais e que a sequência de erros recentes machuca a empresa. A lei aprovada no governo Temer limita nomeação de executivos que tenham relação ou parentesco com proprietários de empresas que indiquem conflito de interesses, ou que atuem no mesmo setor.

Adriano Pires
É o caso do Centro Brasileiro de Infraestrutura, fundado por Adriano Pires e que seria administrado por seu filho, Pedro Rodrigo Pires. O Ministério de Minas e Energia disse à CNN que a indicação do economista segue os trâmites legais e administrativos e que é preciso aguardar todas as análises. Se houver algum empecilho, diz a nota, querem antes se certificar de ele pode ser superado.
Os executivos que estiveram na Petrobras no passado se preocupam com a força da governança da empresa na ausência de um líder oficial com credibilidade reconhecida.
O senso comum é que a companhia é forte, mas tem limite. Se a solução acabar sendo um cargo tampão, na interinidade, a Petrobras pode ir bem até o final do ano.

Fotos: Reprodução
Em entrevista à analista Raquel Landim, na semana passada, Silva e Luna havia afirmado que ficaria no cargo até fazer uma transição tranquila depois que Adriano Pires fosse confirmado como novo presidente.
Agora, com a saída de Rodolfo Landim e as dúvidas sobre as imposições legais, o general reafirma que não vai deixar a Petrobras sem comando. Seu mandato de dois anos seria interrompido antes mesmo do primeiro ano. Com a indefinição sobre a troca na presidência, pode manter o general no cargo por mais tempo do que ele mesmo esperava.
Fonte: Portal CNN Brasil
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