17 de Maio de 2026

NOTÍCIAS
Mulher em pauta - 24/11/2021

Defensora pública se diz 'fanzoca' de delegada testemunha durante júri de caso Flordelis

Compartilhar:
Foto: Reprodução

Uma situação inusitada chamou a atenção de quem acompanha o julgamento dos filhos da pastora Flordelis dos Santos de Souza, na tarde desta terça-feira, em Niterói, Região Metropolitana do Rio.

Uma situação inusitada chamou a atenção de quem acompanha o julgamento dos filhos da pastora Flordelis dos Santos de Souza, na tarde desta terça-feira, em Niterói, Região Metropolitana do Rio. Durante o depoimento da delegada Bárbara Lomba, primeira a depor no júri sobre a morte do pastor Anderson do Carmo, a defensora pública de Flávio dos Santos disse que era uma "fãzoca" da depoente, que acompanhou o caso enquanto esteve na Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSGI). A declaração surpreendeu as pessoas.

 

— Sou fãzoca do seu trabalho. Acho o máximo essas mulheres superpoderosas — disse a defensora Renata Tavares da Costa, que fez questão de reforçar essa admiração: — Eu vim lá do Rio para te fazer essas perguntas.

 

Flávio dos Santos Rodrigues e Lucas Cezar dos Santos são acusados de envolvimento no assassinato do pastor Anderson, em junho de 2019. Além deles, respondem pelo assassinato Flordelis, quatro filhos e uma neta. Esses, no entanto, ainda não têm data para ir a julgamento, já que respondem a outro processo. Todos estão presos.

 

Veja também

 

Congresso fará sessão nesta quinta pelo 'Dia Internacional pela Eliminação da Violência Contra a Mulher'

Senado Federal aprova recriação do Ministério do Trabalho e Previdência

No depoimento de Bárbara, que durou cerca de uma hora e meia, ela afirmou que os dois irmãos, Flávio e Lucas, não articularam o crime sozinhos.

 

— Eles eram peças manobradas. Nós víamos que não eram eles que tinham pensado no homicídio, planejado o homicídio sozinhos. Eles sofriam influência, e por isso teve o pedido para que eles ficassem presos na delegacia durante o período de prisão temporária — destacou a delegada, que comentou sobre as relações da casa: — O Anderson virou marido da Flordelis, mas não era exclusivamente com ele que ela se relacionava. E ele (Anderson) também não. Era uma relação aberta ali.

 

Foto: Reprodução

 

A delegada apontou ainda que Flávio não aceitava essa situação.

 

— O Flávio nunca entregou o envolvimento da Flordelis no crime. Mas chegou a falar informalmente que ele pode ter sido usado, manipulado para cometer o crime. Falou da Simone — citou Bárbara, referindo-se a filha de Flordelis que admitiu ser a mandante do crime.

 

Bárbara falou sobre a diferenciação de tratamento entre os filhos.

 

Curtiu? Siga o Mulher Amazônica no FacebookTwitter e no Instagram.

Entre no nosso Grupo de WhatApp e Telegram.

 

— Embora vários filhos tenham sido adotados, havia tratamentos diferenciados, como separação de comida, alimentação diferente, locais onde ficavam na casa. Me parece que o pastor teve visão quase que empresarial de tudo isso. Ele viu que a Flordelis seria um personagem interessante para ganhar dinheiro. Essa coisa da adoção é uma coisa que vende. Ele (Anderson) não tinha uma relação afetiva com ninguém, era muito rígido — disse a delegada antes de ser interrompida pela juíza, que pediu perguntas direcionadas já que o julgamento não é da Flordelis. 

 

Fonte: yahonnnotícia

DEIXE SEU COMENTÁRIO

Nome:

Email:

Mensagem:

LEIA MAIS
Fique atualizada
Cadastre-se e receba as últimas notícias da Mulher Amazônica

Copyright © 2021-2026. Mulher Amazônica - Todos os direitos reservados.