17 de Maio de 2026

NOTÍCIAS
Segurança Pública - 30/10/2023

Delegado que celebrou morte vira alvo de PAD e teme demissão

Compartilhar:
Foto: Reprodução/Metróples

Delegado da Polícia Civil do Rio que comemorou morte de Marielle e é acusado de extorquir comerciantes virou alvo de PAD e pode ser demitido

A Corregedoria da Polícia Civil do Rio de Janeiro abriu um procedimento administrativo disciplinar contra o delegado Maurício Demétrio Alves. Ele é alvo de diferentes investigações, como no caso Marielle Franco e na extorsão a comerciantes.

 

Demétrio foi acusado pelo Ministério Público do Rio de vazar informações sigilosas da investigação envolvendo o assassinato da vereadora, causando eventual dano às diligências. O MP também descobriu que, um dia após a execução de Marielle, o delegado comemorou o homicídio em mensagens enviadas a outro policial via WhatsApp.

 

Atualmente, Maurício Demétrio está preso acusado de chefiar uma quadrilha para extorquir comerciantes. Levando uma vida de milionário, o delegado foi denunciado e preso em 2021 por cobrar dinheiro de lojistas para fazer vista grossa à venda de mercadorias falsificadas.O procedimento administrativo disciplinar foi aberto este mês em 9/10, pelo corregedor-geral da Polícia Civil do RJ, Gilberto Ribeiro, e pode culminar com a demissão de Demétrio dos quadros da corporação.

 

Veja também 

 

Prefeitura de Manaus prepara novos guardas municipais para o uso de arma de fogo

Instituto Municipal de Mobilidade Urbana apreende veículos que faziam transporte irregular no Distrito Industrial

Mensagem interceptada

 

 

Diálogos interceptados pelo Ministério Público mostram que, em 15 de março de 2018, um dia após a execução de Marielle Franco, Maurício Demétrio escreveu:“O enterro da vereadora será no Caju. Mas a comemoração alguém sabe onde será?”.

 

A mensagem foi dirigida ao também delegado Allan Turnowski, que respondeu Demétrio com emojis de risos. Turnowski chegou a chefiar a Polícia Civil antes de ser preso acusado de envolvimento com organizações criminosas.

 

Cobrança de propina

 

 Fotos: Reprodução/Metrópoles

 

Maurício Demétrio é acusado de receber propina para permitir a venda de mercadorias falsificadas, sobretudo artigos de vestuário. O policial teve um pedido de habeas corpus negado pela Justiça do Rio de Janeiro em agosto deste ano.

 

Em março, o delegado foi novamente denunciado pelo Grupo de Ação Especializada e Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ).A acusação foi de obstrução da Justiça durante investigações sobre um esquema de propina na Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Propriedade Imaterial (DRCPIM), que era comandada por ele.

 
Curtiu? Siga o Portal Mulher Amazônica no FacebookTwitter e no Instagram.
Entre no nosso Grupo de WhatApp e Telegram.

 

Demétrio esteve envolvido em diversas polêmicas antes de ser preso. Ele chegou a forjar um flagrante contra o prefeito do Rio, Eduardo Paes, a pagar um detetive para seguir a própria amante e fingiu ser uma mulher em operação falsa.Como delegado, Maurício Demétrio também era conhecido por criar dossiês e acusações falsas contra desafetos dentro da Polícia Civil.

 

Em 2008, o delegado denunciou o ex-chefe da PC e deputado cassado Álvaro Lins por distribuir cargos em troca de conivência com o jogo em máquinas de caça-níqueis. No mesmo ano, deu entrada em um processo por danos morais contra o então governador Anthony Garotinho, depois de ser acusado de tentar extorquir empresários ligados do grupo Bayer. 

 

Fonte: com informações do Portal Metrópoles

DEIXE SEU COMENTÁRIO

Nome:

Email:

Mensagem:

LEIA MAIS
Fique atualizada
Cadastre-se e receba as últimas notícias da Mulher Amazônica

Copyright © 2021-2026. Mulher Amazônica - Todos os direitos reservados.