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Geral - 23/01/2023

Demitido por Lula, ex-comandante do Exército ameaçou guerra contra a PM para defender acampamento golpista

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Foto: Reprodução

Em tom ameaçador, Júlio César de Arruda teria feito indagação ao ex-comandante da PM-DF Fábio Vieira, que está preso. Resposta poderia desencadear conflito armado entre as forças de segurança após atos terroristas.

Demitido do comando do Exército por Lula (PT) no ultimo sábado (21), o general Júlio César de Arruda ameaçou dar início a uma guerra contra a Polícia Militar do Distrito Federal (PM-DF) para defender os terroristas que se esconderam no acampamento golpista em frente ao quartel-general de Brasília após a depredação do Palácio do Planalto, Congresso Nacional e edifício-sede do Supremo Tribunal Federal (STF) no último dia 8 de janeiro.

 

Arruda foi demitido por Lula após uma série de atos de insubordinação, entre eles a recusa de exonerar o tenente-coronel Mauro Cesar Barbosa Cid, o Mauro Cid ou "coronel Cid", que atuava como uma espécie de "Queiroz Federal" junto a Jair Bolsonaro (PL).

 

No entanto, os fatos revelados pelo coronel Fábio Augusto Vieira, ex-comandante da PM-DF que está preso, mostram que o general estava disposto a provocar um conflito armado entre as forças de segurança para defender os terroristas no acampamento.

 

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Arruda, que teria dito ao ministro da Justiça, Flávio Dino, que ele não iria "prender ninguém aqui" na noite do dia 8, fez a ameaça em tom ríspido ao então comandante da PM-DF, que teria ordens para desmobilizar o acampamento golpista logo após a ação terrorista.

 

O general teria indagado, de forma ameaçadora, o comandante da PM sobre a ação: "Acho que eu tenho um pouco mais de tropa que o senhor, não é coronel?", teria perguntado Arruda. A informação foi divulgada por Bela Megale, na edição desta segunda-feira (23) do jornal O Globo.

 

Na mira

 

Folha: Lula demite comandante do Exército após crise de confiança - Forças  Terrestres - Exércitos, Indústria de Defesa e Segurança, Geopolítica e  Geoestratégia

Fotos: Reprodução


A declaração, que consta no depoimento de Vieira, teria sido a gota d'água para que Lula decidisse a exoneração de Arruda, que já estava na mira do presidente.

 

Em conversa com jornalistas no dia 12, Lula defendeu a permanência de José Múcio no Ministério da Defesa e mandou recado para Arruda.

 

“As Forças Armadas não são poder moderador como eles pensam que são. As Forças Armadas tem um papel definido na Constituição que é a defesa do povo brasileiro e a defesa da nossa soberania contra conflitos externos. É isso que eu quero que eles façam bem feito”, afirmou.

 

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Lula ainda apontou a "conivência" de "muita gente das Forças Armadas" com os golpistas.

 

“Estou esperando a poeira baixar. Eu quero ver todas as fitas que foram gravadas dentro da Suprema Corte, da Câmara, do Palácio do Planalto. Teve muita gente conivente. É importante dizer”, afirmou o presidente. “Teve muita gente da Polícia Militar conivente, teve muita gente das Forças Armadas aqui de dentro conivente. Eu estou convencido de que a porta do Palácio do Planalto foi aberta para que gente entrasse, porque não tem porta quebrada. Significa que alguém facilitou a entrada deles aqui”, acrescentou.

 

Fonte: Com informações da Revista Forum

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