Livro e estudo da Universidade de Yale tentam desvendar os mistérios da memória.
Esquecer onde deixamos o celular, as chaves ou os óculos é uma situação comum e frustrante. Segundo as psicólogas Megan Sumeracki e Althea Kaminske, armazenar informações é um processo complexo e delicado. Em contraste com os personagens de filmes que possuem memória fotográfica, na vida real, essa habilidade é extremamente rara. As duas especialistas comparam a memória humana a uma página da Wikipedia, constantemente editada e atualizada.
Recentemente, as psicólogas lançaram o livro “The Psychology of Memory” (“A Psicologia da Memória”), onde compartilham valiosas dicas para melhorar a capacidade de aprendizado e retenção de informações. Kaminske admite que, como muitas pessoas, ela gasta um tempo considerável procurando por itens perdidos. "Nossa memória não foi projetada para lembrar onde colocamos as coisas", explica ela.
Para mitigar essas distrações cotidianas, as autoras sugerem várias técnicas práticas. Uma delas é colocar a bolsa no banco de trás do carro para garantir que não esquecemos algo importante – seja um presente, uma caixa de documentos ou até mesmo uma criança pequena na cadeirinha. Criar “deixas” visuais, como colocar objetos em lugares estratégicos, ajuda a lembrar das tarefas. Repetir o nome de um novo colega várias vezes, por exemplo, é uma maneira eficaz de fixar essa informação na memória: “Oi, João, bom te ver. Está tudo bem, João?”.
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Foto: Reprodução/Pexels
Além das técnicas, elas destacam os vilões que prejudicam a memória: consumo excessivo de álcool, cafeína e privação de sono. Interessantemente, nosso cérebro lembra melhor de informações quando elas são recebidas em ambientes incomuns ou significativos, como durante uma caminhada na natureza ou uma viagem.
Um estudo inovador da Universidade de Yale explorou por que lembramos algumas coisas e esquecemos outras. Utilizando um modelo computacional de inteligência artificial, os cientistas pediram a um grupo de participantes que recordassem imagens específicas de uma sequência de cenários apresentada rapidamente. A IA também tentou reconstruir essas imagens. Os resultados revelaram que quanto mais difícil era para o modelo computacional reconstituir uma cena, mais facilmente os participantes se lembravam dela.
“O cérebro prioriza lembrar coisas que não consegue explicar bem. Se uma cena é previsível e nada surpreendente, pode ser ignorada, enquanto o inusitado é retido”, afirmou Ilker Yildirim, professor de Yale e autor sênior do estudo, publicado na revista “Nature Human Behavior”.
Essas descobertas oferecem uma visão fascinante sobre como nossa memória funciona e como podemos aprimorá-la. Quer saber mais? Confira o livro “The Psychology of Memory” e descubra técnicas valiosas para melhorar sua memória no dia a dia.
Fonte: com informações do G1
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