Neste sábado (13), véspera de Dia dos Pais, conheça as vivências de Raimundo Nonato, Marcelo Souza e Fagner Moreira com os filhos.
No passado, homens praticamente só tinham filhos quando envolvidos em relações heteronormativas. O convívio se restringia aos fins de semana e aos momentos em que eles estavam em casa, após uma rotina exaustiva de trabalho.
Atualmente, muitos homens têm priorizado a convivência com os filhos, inclusive, abrindo mão da vida profissional para se dedicar à prole com exclusividade. Outros, mesmo feridos pelos preconceitos experimentados em sociedade por terem relações homoafetivas, decidem unir forças para adotar crianças e levar adiante um projeto de família.
Dessa forma, a paternidade tem se mostrado uma decisão cada vez mais plural, sem seguir regras ou moldes. Neste sábado (13), véspera de dia dos pais, a TV Bahia reuniu histórias de figuras paternas diversas, que apesar das dificuldades, amam incondicionalmente os seus filhos.
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Pai afetivo
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Suelllen Souza tem os nomes de dois pais na identidade: o afetivo e o biológico. Aos dois anos de idade, Marcelo Souza entrou na vida da jovem quando começou a se relacionar com a mãe dela e desde então passou a fazer parte da rotina dela e cuidar como um pai.
Atualmente, Suellen tem maior convívio com o pai afetivo do que com o pai biológico. Para ela, não existem diferenças entre os dois. "É um amor que eu não consigo descrever, é algo que é natural. [É alguém que] eu me preocupo, é uma pessoa que sabe meus defeitos, minhas qualidades", comenta.
Marcelo conta que sempre enxergou Suellen como filha, desde a infância dela. "Eu me lembro de quando Suelen era pequena, ela tinha quase três anos e quando eu levava ela para o colégio, ela tinha uma calça de moletom e saía correndo na frente e eu dizia: é uma cópia minha que está correndo ali, independente do sangue, da questão biológica", conta.
"O tempo foi passando, os laços foram cada vez mais se estreitando. Biologicamente não saiu de mim, mas está inserida no meu coração", garante Marcelo.
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Pai em dobro
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Fagner Moreira e o marido adotaram o pequeno Enzo há três anos. O garoto também tem dois pais, e recebe amor em dobro. A chegada do menino na família causou transformações e trouxe novos significados para a vida. Desde março de 2015, a adoção para casais homoafetivos é reconhecida no Brasil pelo Supremo Tribunal Federal, vitória que permitiu a criação desse tipo de laço.
"Eu costumo dizer que com Enzo eu aprendo mais do que ensino. Eu aprendo todos os dias, porque ele me surpreende. A cada dia que ele chega da escola ele me surpreende de uma forma diferente", diz Fagner.
O pai tem o filho como parceiro de vida, com quem compartilha alegrias, tristezas e conhecimento, tudo por causa do amor. "Enzo é esse companheiro que chora junto, que sorri junto, que ensina e que aprende".
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Pai em tempo integral
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Fotos: Reprodução
Raimundo Nonato exerce a paternidade em tempo integral. Após dois casamentos que terminaram com separação, ele ficou responsável pela guarda de três filhas. Atualmente, somente uma, a caçula, Maria Fernanda, segue morando com ele. "Meu pai para mim é um herói", diz a menina.
Raimundo não se incomoda em se dedicar exclusivamente para a menina. "Ser pai é uma palavra que não tem como descrever, é uma sensação ótima para mim'', afirma.
Para ele, o melhor caminho a seguir é construir com as filhas uma relação de parceria e cuidado. "A gente é que nem amigos mesmo. A gente senta, brinca faz festa, se diverte. Óbvio que tem restrições na rotina, mas fora isso, é tudo super tranquilo".
Fonte: Portal G1
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